Argentino já havia sido herói em jogo-chave contra o Danubio e repetiu a dose diante do Cruzeiro, no Morumbi

Muricy Ramalho deixou o São Paulo há um mês, e uma de suas últimas constatações sobre o elenco era que Centurión tinha dificuldades de adaptação ao Brasil. Por isso, não conseguia repetir no Morumbi as atuações pelo Racing. Bem, essa história mudou bastante desde que Milton Cruz virou o técnico do time que abriu vantagem contra o Cruzeiro por uma vaga nas quartas de final da Copa Libertadores .

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Foi de cabeça, de novo, como havia sido no 2 a 1 contra o Danubio na penúltima rodada da fase de grupos, o gol da vitória tricolor. Foi o terceiro de Centurión pelo clube, o terceiro de cabeça (já havia sido assim contra o Bragantino pelo Campeonato Paulista). Esse gol dá a vantagem do empate para o São Paulo na partida de volta, dia 13, no Mineirão.

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Na véspera da partida, Alexandre Pato alertou que a noite de quarta-feira seria de Centurión. Por pouco não foi de Fábio, que antes de o argentino ir às redes, aos 37 do segundo tempo, já havia parado tentativas de Pato e do próprio Centurión, duas vezes cada.

Centurión, aos seis minutos de jogo, cabeceou no cantinho esquerdo do goleiro. Defesa de Fábio. Aos 22, também de cabeça, o argentino parou outra vez em Fábio. A insistência valeu a pena e após cruzamento de Bruno, o argentino garantiu a festa de mais de 66 mil pessoas no Morumbi.

"Estou muito contente e feliz pelo gol, porque mostra que estamos fazendo bem as coisas. Sinceramente, não sou treinado em cabeçadas, é algo que flui, na intuição das jogadas", disse o jogador depois da partida no Morumbi.

O goleiro Rogério Ceni também analisou a atuação do hermano. “As grandes oportunidades que tivemos foram de cabeça, o Centurión teve duas oportunidades, parou no Fábio. E na terceira, cabeceando como manda o figurino, para o chão, conseguiu passar”, disse.

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