Palmeirense perde jogo por ser obrigado a depor sobre briga na arquibancada

Por Gabriela Chabatura - iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Anderson Garcia foi "convidado" a se retirar da arquibancada por policiais para ser a testemunha de uma confusão antes de o jogo começar. Na briga, um homem foi agredido e chutado

Dois torcedores perderam o jogo por ter de testemunhar sobre confusão na arquibancada do Allianz
iG Esporte
Dois torcedores perderam o jogo por ter de testemunhar sobre confusão na arquibancada do Allianz

O gerente comercial Anderson Garcia, de 34 anos, é Sócio Avanti e, assim como os mais de 40 mil presentes, estava no Allianz Parque neste domingo para assistir a primeira final do Paulistão entre Palmeiras e Santos. No entanto, uma confusão antes mesmo de a partida começar o impediu de assistir a decisão que ele comprou o ingresso e tinha direito de ver. E, a partir daí, o que era para ser a tarde dos sonhos se transformou em pesadelo para o palmeirense.

Tudo começou quando um torcedor que estava acomodado no setor gol sul - mesmo local que Anderson ocupara - precisou ser retirado da arquibancada porque havia recebido chutes e socos de outros palmeirenses que estavam nas cadeiras.

Segundo Anderson Garcia, a confusão teria iniciado porque V.R. discutiu com os torcedores que pediam para a irmã dele, V. B., não prejudicasse a visão de um cadeirante. A negativa de ambos provocou a revolta dos torcedores e, então, iniciou a briga.

Assista o vídeo obtido com exclusividade pelo iG:

V. R. caiu na arquibancada e acabou desmaiando após ser receber chutes e bater a cabeça. Uma maca chegou a ser disponibilizada para fazer o socorro, mas o rapaz, mesmo com o nariz sangrando, preferiu deixar o local andando ao lado de policiais e orientadores.

É neste momento também que Anderson é "convidado" por policiais para sair da arquibancada e se dirigir à delegacia do torcedor, localizado dentro da Arena, para prestar depoimento como testemunha do caso. Ele recusou diversas vezes, mas acabou obrigado.

"Fui em todos os jogos do campeonato. Sou sócio-torcedor e disse várias vezes ao policial que me recusava a sair. Ele disse que se eu não fosse por bem iria ser coagido a testemunhar e ele iria usar da sua autoridade para me retirar do assento. Um absurdo. Tenho família e filho e não queria receber uma coronhada para ir à delegacia", relatou ele ao iG.

Anderson e um outro torcedor cujo o primeiro nome é João foram para a delegacia, onde permaneceram até às 19h30. Após dar suas respectivas versões sobre o caso, todos foram liberados. A polícia fez apenas um registro de termo circunstanciado do caso.

Anderson voltou para casa, a cinco quadras do Allianz Parque, frustrado por não ter visto o gol de Leandro Pereira e indignado por tudo que passou.

Leia tudo sobre: PalmeirasSantosCampeonato Paulista

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas