Galvão Bueno lança livro em SP, e Rubinho, mesmo atrasado, ganha 1º autógrafo

Por Gabriela Chabatura - iG São Paulo |

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Narrador da TV Globo lançou a obra para celebrar 41 anos de carreira. O piloto Rubinho Barrichello quis ser o primeiro a ter a rubrica do locutor. Outros famosos compareceram ao evento

Galvão Bueno lança livro sobre a carreira
Reprodução
Galvão Bueno lança livro sobre a carreira

Na noite desta terça-feira, o narrador Galvão Bueno - dono de famosos bordões - lançou o livro de memórias "Fala, Galvão", escrito em parceria com o jornalista Ingo Ostrovsky. Em mais de 300 páginas, ele conta histórias que marcaram a carreira e ilustra com fotos momentos inesquecíveis, como a Copa de 1994 ao lado de Pelé.  O livro ainda conta  com um prefácio escrito pelo ex-jogador Ronaldo Nazário de Lima, o Fenômeno. 

Odiado por uns e adorados por tantos outros, o locutor esportivo revela na obra que o Flamengo é o time do coração e conta o que considera ser o maior mico que já pagou: ter narrado um jogo da Copa do Mundo errado. Em entrevista coletiva na Livraria Cultura, na região central da cidade, Galvão conversou com jornalistas antes de atender os fãs e foi surpreendido durante o bate-papo por Rubinho Barrichello, que conseguiu o primeiro autógrafo do amigo, mesmo tendo chegado 30 minutos depois de a entrevista começar. 

"Foi o primeiro, né?", brincou Galvão antes de autografar e escrever uma dedicatória no exemplar do automobilista. Os dois ainda se abraçaram e posaram para fotos juntos.

Além de Barrichello, diversas personalidades compareceram ao evento, como por exemplo a ex-jogadora de basquete Hortência, o treinador Mano Menezes, os jornalistas Cleber Machado e Tiago Leifert, e os comentaristas Walter Casagrande e Caio Ribeiro.

Galvão Bueno lança livro de memórias em São Paulo
Thiago Duran e Paduardo/AgNews
Galvão Bueno lança livro de memórias em São Paulo




Fruto de um trabalho de dois anos e meio de gravação, o "Fala, Galvão!" teve o lançamento adiado em virtude do Mundial no Brasil e mudou de formato diversas vezes durante a elaboração. "Era preciso esperar a Copa (do Mundo) acabar. São 41 anos de profissão e estão todos que fizeram parte dela estão aqui representados de alguma forma neste livro. Tem as histórias do rádio, da televisão, histórias, causos, seleção de todos os tempos e fotos.Falo de Ricardo Teixeira, Felipe Massa, Reginaldo Leme, Pelé, etc", contou Galvão.

Entres os causos revelados pelo global, está o episódio do Mundial na Alemanha, em 1974, quando ainda trabalhava na TV Gazeta e foi escalado para transmitir a partida entre Bulgária e Suécia. No entanto, ele se confundiu e acabou narrando, sem perceber, Alemanha Oriental e Austrália. Decidiu não corrigir o erro e continuou a transmissão como se nada tivesse acontecido. 

"Em determinado momento, lá pelos 15 minutos do primeiro tempo, a Suécia foi ao ataque, Simonsen chutou em gol e a bola saiu pela linha de fundo. 'Tiro de meta para a Bulgária.' Quando eu disse isso, a câmera deu um close no placar e apareceu: Alemanha Oriental 0 x 0 Austrália. O jogo era outro! Olhei para os lados, meus colegas estavam tão surpresos quanto eu. Comecei a narrar 'Tiro de meta para a Alemanha Oriental', e fomos em frente. Austrália de amarelo, Alemanha Oriental de branco", relembra em um trecho do livro.

Fã de esporte e ex-atleta de vôlei, futebol, handebol e natação na adolescência, Galvão Bueno iniciou a carreira no jornalismo esportivo em 1974, aos 24 anos, após participar de um concurso da rádio Gazeta. Em 1981, transferiu-se para a TV Globo e se tornou o principal narrador da emissora em Copas a partir de 1990, na Itália.

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