Em nota oficial, volante do Corinthians contou o que ouviu de Cristian González e que "de cabeça fria" sente pena dele

Elias ouviu ofensas racismo de González, zagueiro do Danubio, em Itaquera
Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians
Elias ouviu ofensas racismo de González, zagueiro do Danubio, em Itaquera

Elias não falou com a imprensa depois da partida do Corinthians  contra o Danubio na quarta-feira em Itaquera. Vítima de ato racista de Cristian González, zagueiro do time uruguaio, ele foi personagem do jogo por ter acusado o rival de tê-lo chamado de "macaco". Nesta quinta, "de cabeça fria", nas suas palavras, divulgou nota oficial em que conta o que aconteceu minutos antes de o Corinthians abriu o placar da partida. 

“Antes da cobrança da falta, fui chamado de macaco pelo González. Após o gol, durante a comemoração, ele repetiu o insulto, desta vez com gestos imitando um macaco. Lamentável que episódios como este ainda aconteçam. E me revolta ainda mais por ter acontecido dentro do meu país, dentro da minha casa. Ele é muito novo ainda e espero que, com o tempo, mais maduro, perceba que o racismo é repugnante. Hoje, com a cabeça mais fria, não consigo sentir raiva, só pena", disse Elias na nota. 

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Depois da partida, o volante disse ao chefe de segurança do Corinthians, Waldir Dutra, que não iria prestar queixa contra o González. À Conmebol, Dutra informou o ocorrido, mas o delegado da partida, segundo o corintiano, teria dito que precisaria analisar o contexto da palavra "macaco" na discussão para tomar alguma atitude. O árbitro da partida, Diego Haro, não viu a confusão e por isso não a relatou na súmula. 

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