Segundo chefe de segurança do Corinthians, entidade disse que ofensa "macaco" a Elias pode ter outro significado

Elias ouviu ofensas racismo de González, zagueiro do Danubio, em Itaquera
Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians
Elias ouviu ofensas racismo de González, zagueiro do Danubio, em Itaquera

Para a Conmebol, a palavra "macaco", dita segundo o volante Elias, do Corinthians , por Cristian González, do Danubio, durante o primeiro tempo da partida de quarta-feira em Itaquera  pode não ter sido um ato racista. 

Segundo Waldir Dutra, chefe de segurança do Corinthians, o representante da Conmebol a quem foi levada a reclamação corintiana alegou que precisaria saber qual foi o contexto do episódio. "O árbitro disse que não poderia colocar na súmula porque não viu", disse Dutra. A entidade vai apurar o caso. Se não concluir que o contexto da ofensa foi racista, ela não vai levar o caso adiante. 

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A Conmebol não costuma punir severamente os clubes sul-americanos por atos racistas de torcedores ou jogadores. Em 2014, o volante Tinga, do Cruzeiro, foi alvo de insultos raciais de torcedores do Real Garcilaso, no Peru, durante partida da Libertadores. A Conmebol impôs apenas uma multa de US$ 12 mil (cerca de R$ 27 mil na cotação da época) ao clube peruano. 

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Segundo Dutra, Elias preferiu não levar a denúncia de racismo à polícia. "O Corinthians não pode fazer a denúncia pelo Elias. É uma questão privada", disse Dutra em entrevista ao canal Fox Sports. 

"Nós conversamos e resolvemos não fazer nada (na polícia). O Elias achou por bem deixar como está. Isso fica dentro do campo, mas lamentamos a atitude de um jogador que disputa um torneio tão importante. Temos que ter dó de uma pessoa assim, ele (González) tem que estar chorando", afirmou o presidente do clube, Roberto de Andrade.

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