Estádio de Brasília receberia partida da Copa do Brasil, mas custos altos fizeram clube local mudar partida de estádio

Mané não recebeu jogos oficiais em 2015. Custo de manutenção é de R$ 600 mil por mês
Shaun Botterill/Getty Images
Mané não recebeu jogos oficiais em 2015. Custo de manutenção é de R$ 600 mil por mês

Das 12 arenas que receberam jogos da Copa do Mundo de 2014, apenas uma não recebeu partidas oficiais em 2015. O estádio Mané Garrincha, em Brasília, foi o mais caro de todas as sedes (superou R$ 1,5 bilhão), mas hoje é apenas um engodo para o governo do Distrito Federal, que o usa para abrigar secretarias e eventos menores. 

Representante do DF na Copa do Brasil, o Brasília FC receberá o Náutico pela primeira fase da Copa do Brasil no dia 2 de abril. A partida aconteceria no Mané Garrincha, mas os altos custos de operação para se mandar um jogo no colossal elefante branco da capital federal não compensam. 

“O Brasília não tem, hoje, condições financeiras para mandar as partidas no Mané Garrincha. Mas vamos dialogar com a Secretaria de Esportes do Distrito Fedaral para, quem sabe, chegarmos a um acordo para reduzir os custos no futuro”, disse o diretor de futebol do clube, Régis Carvalho, ao jornal "Correio Braziliense". Assim, o Brasília vai jogar no Serejão, estádio de Taguatinga, cidade satélite da capital. 

Sem o Brasília, o Mané Garrincha só receberá uma partida oficial em 10 de maio, quando o Cruzeiro vai receber o Corinthians pela rodada inaugural do Brasileirão. O atual bicampeão mineiro perdeu um mando de campo em 2014 e pagará a punição no início da Série A 2015. 

O estádio que recebeu sete partidas da Copa do Mundo de 2014 é hoje sede de secretarias distritais. A transferência foi feita para economizar R$ 10,5 milhões no aluguel de salas comerciais. Trabalham no estádio cerca de 400 funcionários das secretarias de Economia e Desenvolvimento Sustentável; de Desenvolvimento Humano e Social; e do Esporte e Lazer.

Há uma auditoria contratada pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB), que assumiu em janeiro, que avalia se vale a pena privatizar o estádio ou não. Agnelo Queiroz (PT) deixou um rombo de R$ 4 bilhões no GDF e o Mané Garrincha é um dos motivos. 

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