Quatro times do Brasileirão já trocaram de técnico em 2015. E quem faz isso não tem muito a comemorar no final do ano

Enderson foi demitido do Santos e assumiu o Atlético-PR, que dispensou Claudinei
Alexandre Schneider/Getty Images
Enderson foi demitido do Santos e assumiu o Atlético-PR, que dispensou Claudinei

Em menos de três meses de temporada, três clubes da Série A do Brasileirão já trocaram de técnico. Atlético-PR , Avaí , Fluminense  e Santos  não são mais treinados por Claudinei Oliveira, Geninho, Cristóvão Borges e Enderson Moreira, respectivamente. E o que isso significa? Bem, se levarmos em conta o destino de outros times que mudaram de comando antes do início do Brasileirão, o cenário não é muito animador para quem tomou esse rumo. 

Em 2014, seis times do Brasileirão mudaram de técnico ainda na disputa dos Estaduais: Fluminense  (Renato Gaúcho), Sport (Geninho), Goiás  (Claudinei Oliveira), Coritiba (Dado Cavalcanti), Botafogo  (Eduardo Hungaro) e Criciúma  (Ricardo Drubscky). Destes, dois clubes foram rebaixados (Criciúma e Botafogo), três ficaram no meio da tabela (Goiás, Sport e Coritiba) e só um brigou por vaga na Libertadores (o Flu foi sexto). 

A exceção que confirma a regra de que não é muito vantajoso demitir técnico antes de o Brasileirão começar é o Fluminense de 2010, que contratou Muricy Ramalho depois de demitir Cuca em abril. O time carioca terminou o ano como campeão brasileiro.

Interromper trabalhos no meio da temporada podem ajudar times a escapar do rebaixamento, como foi o caso do São Paulo  após a chegada de Muricy Ramalho em 2013, mas o título brasileiro por pontos corridos fica, via de regra, com times que mantiveram o mesmo técnico desde o início do ano. 

Além do já citado Brasileirão de 2010, vencido pelo Fluminense de Muricy Ramalho, apenas em duas edições o campeão não teve um técnico ao longo de toda a temporada: o Corinthians de 2005, que teve Tite, Daniel Passarela, Márcio Bittencourt e Antônio Lopes ao longo do ano (os dois últimos no Brasileirão) e o Flamengo de 2009, que começou o ano com Cuca, mas terminou com Andrade. 


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