Superintendente de futebol, deputado federal diz que "vai tirar jogador que ganha muito", mas só depois da Libertadores

Estádio do Corinthians compromete finanças para o futebol do clube, diz Andrés
Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians
Estádio do Corinthians compromete finanças para o futebol do clube, diz Andrés

Para quem ainda duvidava, Andrés Sanchez é quem dá as cartas no departamento de futebol do Corinthians . Em cargo criado só para ele, o de "superintendente de futebol", o deputado federal (PT-SP) concedeu entrevista nesta segunda-feira e disse que pretende "tirar jogar que ganha muito". Para ele, em um ano o Corinthians pode se organizar financeiramente depois de anos de sonegação fiscal  e empréstimo com o empresário Carlos Leite para honrar compromissos.

"Vamos baixar salário, tirar jogador que ganha muito. Mas não podemos mexer nada agora (por causa da Libertadores). No máximo, reforçar. O Corinthians é uma cidade, tem de fazer uma reformulação administrativa para entrar no eixo novamente", disse Sanchez em entrevista à Rádio Globo.

Dois dos jogadores com salários mais altos do atual elenco estão em fim de contrato: Emerson Sheik e Paolo Guerrero. Os salários dos dois somam R$ 1 milhão por mês na folha de pagamento corintiana, que é de cerca de R$ 11 milhões. As negociações com os dois campeões mundiais está em curso, mas sem nenhuma evolução. 

Mário Gobbi, ex-presidente do clube, deixou o cargo para Roberto de Andrade em fevereiro e reconheceu que sem cortes de gastos, o clube poderia quebrar. Para evitar atrasos nos compromissos, o clube vendeu Lodeiro para o Boca Juniors por cerca de R$ 7 milhões. O clube também não se opôs à saída de Jadson para o futebol chinês. A venda do meia renderia R$ 4 milhões ao Corinthians, mas o jogador preferiu ficar. 

Uma saída certa após a Libertadores é a do zagueiro Gil, que já negocia com o Wolfsburg para ser reforço do clube alemão na janela de transferências da Europa de julho.

A conta do estádio, que ainda não foi pago e enfrenta problemas para receber os CIDs (Certificados de Incentivo de Desenvolvimento) e também para fechar os "naming rights", compromete as finanças do clube, já que toda renda de bilheteria vai para o fundo que administra o estádio.

"Todo dinheiro do estádio vai para o fundo. Vamos arrecadar R$ 150 milhões com o estádio, mas vai para o fundo. Daqui oito ou dez anos, quando pagarmos, todo mundo vai ficar preocupado", disse Sanchez.

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