Dois anos após morte de Kevin, estádio em Oruro fica cheio de sinalizadores

Por iG São Paulo |

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Exatos dois anos depois da noite em que garoto de 14 anos morreu, San José não proíbe entrada de sinalizadores

A Conmebol proíbe que as torcidas das equipes que estão na Libertadores façam uso de sinalizadores em partidas do torneio. A determinação vem de antes da morte de Kevin Beltrán Espada, de 14 anos, atingido por um sinalizador naval atirador por um corintiano em 20 de fevereiro de 2013, em Oruro, na partida entre San José e Corinthians

Mas exatos dois anos depois e sem nenhum responsável pelo crime preso, nada parece ter mudado na rotina do torneio. Na noite de quinta-feira, o San José recebeu o River Plate para abrir sua participação na Libertadores de 2015 e o estádio Jesús Bermudez ficou repleto de sinalizadores dos torcedores do time local.

Torcedores do San José encheram estádio de Oruro de sinalizadores proibidos pela Conmebol
Juan Karita/AP
Torcedores do San José encheram estádio de Oruro de sinalizadores proibidos pela Conmebol


Os tipos de sinalizadores flagrados pelas imagens na partida desta semana não são "mortais", como o de uso naval que matou Kevin. Mas a Conmebol não permite nenhum tipo de "objeto luminoso" nos estádios. Pelo menos na teoria é assim.

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Os clubes mandantes são responsáveis pela segurança dos jogos e pelo controle da entrada de objetos proibidos nos estádios da Libertadores. A Conmebol pode punir as equipes que desrespeitarem a regra com multa ou aplicando pena de jogar com portões fechados. Nada foi decidido ainda sobre esta partida. Há dois anos, o San José não recebeu qualquer punição por ter permitido a entrada de itens proibidos em seu estádio. O Corinthians jogou uma partida com portões fechados. 

Neste ano a entidade enviou um informativo aos times participantes aumentando a lista de itens proibidos nos estádios. Bandeirões e mastros também não são mais permitidos.

Há dois anos, doze torcedores do Corinthians foram presos pela polícia local, e um menor de idade assumiu a autoria do disparo que matou Kevin. Helder Alves Martins, já maior de 18 anos, continua ligado à Gaviões da Fiel. Ninguém foi de fato responsabilizado pela morte de Kevin.

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