Allione, Tobio e Cristaldo ganham oportunidade com Oswaldo de Oliveira e disputam a titularidade. Antes, nem eram usados

Atacante Cristaldo marcou gol na vitória por 3 a 0 contra o Rio Claro
Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação
Atacante Cristaldo marcou gol na vitória por 3 a 0 contra o Rio Claro

De detonados a protegidos. É assim a realidade dos argentinos do Palmeiras . Contratados a pedido do compatriota e então técnico Ricardo Gareca, Cristaldo, Allione, Tobio e Pablo Mouche vivem momentos bem distintos em relação ao ano passado, quando eram renegados e somaram rusgas com Dorival Júnior. Em dois meses, eles responderam às críticas em campo e receberam o voto de confiança de Oswaldo de Oliveira.

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A mudança dos gringos passa também pela reformulação que sofreu o departamento de futebol no fim da última temporada. A saída de Dorival foi determinante para melhorar o vestiário, hoje com maior entrosamento dos estrangeiros. Antes, eles eram apontados como os responsáveis por provocar divisões no grupo.

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A prova dessa evolução é o meia-atacante Allione, de 20 anos. No ano passado, ele fez apenas 15 jogos e somou duas expulsões diante do Goiás e Internacional. Só neste início de ano, ele participou de seis gols marcados pelo time, com um tento anotado e três assistências nos amistosos contra o Shandong Luneng (CHN) e Red Bull e Grêmio Osasco Audax, na estreia do Paulistão.

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"A experência do ano anterior fez que nós nos fortalecêssemos, então começamos o ano jogando muito bem e com muita vontade da parte de todos os jogadores. O ano que passou eu não joguei muito bem, não fiz as coisas da melhor maneira. Agora estou tentando fazer o que eu sei. Estou muito feliz e agora é ajudar da melhor maneira", afirmou Allione em entrevista ao iG .

Allione ao lado do pai, mãe e irmã. A família é quem o incentiva
Gabriela Chabatura/ iG
Allione ao lado do pai, mãe e irmã. A família é quem o incentiva


"O jogo é muito importante, mas as coisas vem com os treinos que ajudam muito. Ganhei a oportunidade por fazer a coisa bem nos treinamentos.Fazemos o nosso melhor durante os treinamentos. Fazemos de tudo para jogar, fazer gols, dar assistências. A minha característica de jogo é de driblar, dar assistências, mas quero sempre chegar ao gol, então eu posso fazer melhor ainda", completou.

Para contratar o quarteto, o presidente Paulo Nobre retirou do próprio bolso cerca de R$ 25 milhões e ouviu a análise de Dorival Júnior em dezembro. "O Cristaldo foi titular nove, dez partidas. O Tobio também, até se lesionar. O Allione sempre que coloquei como titular foi expulso, depois também se lesionou, e treinava de maneira irregular. Mouche foi o único dos quatro que não teve oportunidade, mas também não teve produtividade nos treinos. Demorou pra entrar em forma, e isso ele não fala. Demorou 45, 50 dias para começar a produzir melhor", afirmou o treinador em entrevista à Espn após ser demitido.

Dos citados pelo antigo comandante apenas Pablo Mouche não está em boa fase. Isso porque o argentino lesionou o joelho direito no jogo contra o Shandong e precisou ser operado. Ele ficará seis meses afastado dos gramados. Ao contrário dele, Cristaldo atravessa boa fase e já até caiu nas graças da torcida.

"Acho que esse ano houve muita troca de jogadores. O presidente planejou as coisas muito bem nesse mercado e em 2015 será muito positivo para nós. Sempre quando começa um ano novo, torneio novo, todo mundo renova a esperança para começar bem. A adaptação nunca é fácil para ninguém, mas os jogadores argentinos facilitaram também", disse o atacante ao iG .

No sábado, contra o São Bento, em Sorocaba, é mais uma chance deles mostrarem serviço. É a nova boa dor de cabeça de Oswaldo de Oliveira. 


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