Pivô de polêmica, corintiano pede cinco minutos a Tite para mostrar serviço

Por Gabriela Chabatura - iG São Paulo |

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Gabriel Vasconcelos, de 18 anos, campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior, minimizou o gesto polêmico em clássico

Gabriel Vasconcelos comemorou de maneira polêmica o gol contra o São Paulo
Helio Suenaga/Futura Press
Gabriel Vasconcelos comemorou de maneira polêmica o gol contra o São Paulo

O nome pode não ser muito conhecido, mas o gesto polêmico que ele fez durante a semifinal contra o São Paulo na Copa São Paulo de Futebol Júnior estampou as principais manchetes de portais esportivos. Foi assim que Gabriel Vasconcelos, atacante do Corinthians na campanha vitoriosa do torneio, exibiu seu cartão de visita. Com os dedos indicadores para o alto e punho cruzado, o jovem repetiu a imagem do volante Cristian, mas está longe de querer adotar a fama de bad boy. De férias em Porto Velho (RO), o jogador garante que o episódio foi apenas maneira de extravasar e concentra o tempo livre em transmitir a pouca experiência no futebol às crianças da cidade onde nasceu.

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“No calor da emoção foi uma maneira de extravasar. A melhor coisa para um atacante é o gol, e não foi nada de caso pensado. Faz parte do futebol. Não teve nada a ver com insultar a violência. A violência existe no futebol e não é causada pelo pai de família que vai assistir ao espetáculo”, disse o jogador ao iG, que ainda diz não saber a origem do gestão. “Eu não sei não. Eu apenas repeti. Os jogadores do São Paulo cuspiram em nós durante a partida e não teve a proporção que teve a minha comemoração”.

Chamado pelo técnico Tite para compor o elenco profissional no próximo dia 23, Gabriel Vasconcelos está com a família descansando na capital de Porto Velho, mas tem se dedicado a participar de palestras com crianças para desmistificar a imagem de “garoto problema”. Em conversa com jovens de escolinhas de futebol, entre elas a do rival Santos, e da escola municipal onde estudou, o goleador compartilhou a história da vida dele e aconselhou a como conciliar o esporte com o estudo.

Gabriel Vasconcelos aproveita as férias para voltar à cidade onde nasceu e visitar escolas. Foto: DivulgaçãoGabriel Vasconcelos aproveita as férias para voltar à cidade onde nasceu e visitar escolas. Foto: DivulgaçãoGabriel Vasconcelos aproveita as férias para voltar à cidade onde nasceu e visitar escolas. Foto: DivulgaçãoGabriel Vasconcelos aproveita as férias para voltar à cidade onde nasceu e visitar escolas. Foto: DivulgaçãoGabriel Vasconcelos aproveita as férias para voltar à cidade onde nasceu e visitar escolas. Foto: DivulgaçãoGabriel Vasconcelos aproveita as férias para voltar à cidade onde nasceu e visitar escolas. Foto: Divulgação

Apesar do discurso, Gabriel não conseguiu concluir os estudos. Aos 12 anos, ele saiu de casa para realizar o sonho de se tornar jogador de futebol no interior de Minas Gerais em um clube de empresários, onde acabou selecionado para as categorias de base do Fluminense. “Foi difícil a minha história, porque muitos se perderam pelo caminho. Muitos amigos, conhecidos no mundo de futebol, tinham potencial, mas não deram certo por causa de amizades, namorada e filhos. A maioria se deslumbra com a carreira e acaba esquecendo o principal. É preciso saber que tem hora para tudo, hora de treinar, namorar, concentrar e se divertir”, declarou.

Enquanto curte o reconhecimento dos torcedores corintianos, Gabriel Vasconcelos não desgruda do celular. Seguindo a risca a recomendação que recebeu do diretor da base do clube, Fernando Alba, depois da conquista do título contra o Botafogo-SP, o atacante espera receber com Tite as chances que teve com Osmar Loss. “Meu principal objetivo era alcançar o profissional. Agora que cheguei, pretendo permanecer no Corinthians, me firmar e ser titular”, planejou.

Questionado se sente ameaçado com o histórico do Corinthians de não aproveitar a molecada nos últimos anos, como relatou o meia-atacante Matheuzinho ao iG, o goleador reconhece. “Se eu falar que não penso nisso é mentira. Mas eu me mantenho tranquilo. Eu espero poder me firmar no Corinthians, ter oportunidades. Eu confio no meu taco e, se me der cinco minutos, eu com certeza serei aproveitado. E se não tiver espaço no Corinthians, que seja feita a melhor coisa e que, de repente, eu possa ser emprestado e jogar”, encerrou.

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