Medina marcou para o Tolima contra o Corinthians há quatro anos, na única vez que um brasileiro caiu na primeira fase da Libertadores. Ele ainda guarda camisa que ganhou de Ronaldo

Medina exibe a camisa usada por Ronaldo contra o Tolima. Relíquia ainda guardada
Bruno Winckler
Medina exibe a camisa usada por Ronaldo contra o Tolima. Relíquia ainda guardada

Na primeira e única vez que o Corinthians  jogou a primeira fase da Libertadores, em 2011, Wilder Medina, atacante colombiano de pouca fama fora do seu país, ofuscou Ronaldo, um dos maiores jogadores da história. Medina jogava no Tolima e marcou o segundo gol do seu time na vitória por 2 a 0 no último jogo da carreira de Ronaldo há quatro anos.

Nesta quarta-feira, mais uma vez contra um time colombiano, o Corinthians tenta escrever outra história. O Once Caldas é o adversário em Itaquera, no jogo de ida desta fase do torneio, e tem seus candidatos a carrasco do time paulista. E Medina, prestes a completar 34 anos, acredita que como daquela vez, é possível que dê zebra para o Corinthians. 

"O Once Caldas é como um típico time colombiano. Gosta de ter a bola no pé, joga com velocidade. Tem jogadores muito bons como Arango e Penco no ataque. Os colombianos não tem deixado nada a desejar para times brasileiros, argentinos. Futebol é 11 contra 11 e o Once Caldas pode fazer o que fez o Tolima", disse Medina ao iG, por telefone.

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Depois do Tolima, o atacante jogou no Santa Fé, de Bogotá, em 2013 e 2014, emprestado pelo Barcelona de Guayaquil. Em novembro, lesionado, deixou o clube. Voltou para o Equador, mas sem receber o que havia acordado, rescindiu seu contrato. Chegou a conversar com o Águilas de Pereira, outro time colombiano, mas não entrou em acordo no início de 2015. "Estou recuperado e querendo jogar", assegura. 

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Do Tolima ainda guarda a partida contra o Corinthians como a mais emblemática da sua carreira. "Ronaldo é um dos maiores de todos os tempos. É uma honra ter jogado com ele e ganhado aquele jogo. Guardo até hoje a camisa que usou no jogo", lembra o atacante, que ficou com camisa usada pelo atacante brasileiro depois da partida.

Wilder Medina não teve espaço na seleção colombiana, mas é muito querido no seu país
Reprodução/Youtube
Wilder Medina não teve espaço na seleção colombiana, mas é muito querido no seu país


Depois de enfrentar Ronaldo, Medina também enfrentou outro ícone do futebol brasileiro, Ronaldinho, quando o Santa Fé jogou contra o Atlético-MG na Libertadores do ano passado. "Também guardei a de Ronaldinho e tenho outra do Verón, do Estudiantes, que peguei quando ainda no Tolima", conta. 

A carreira de Medina teve episódios importantes, como o do gol que eliminou o Corinthians e também o que tirou o Grêmio da Libertadores de 2013, quando o Santa Fé venceu por 1 a 0 nas oitavas de final, mas ele nunca foi unanimidade na Colômbia.

Envolveu-se mais de uma vez com drogas e já ficou suspenso por ser flagrado em exame antidoping por uso de maconha. Hoje se diz recuperado. Tanto que tenta dar vida a uma fundação com seu nome para a recuperação de jovens viciados. 

"É um projeto que tenho. Perdi muito na minha carreira por causa disso. Muitas crianças perdem oportunidades pelo vício nas drogas e isso é triste. Quero ajudar mais pessoas com minha fundação e os ajudar a encontrar Jesus Cristo". 

Medina marcou o segundo do Tolima sobre o Corinthians há quatro anos
Reuters
Medina marcou o segundo do Tolima sobre o Corinthians há quatro anos


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