Eduardo Bandeira de Mello reiterou discurso de nota oficial do clube sobre invasão do vestiário do Macaé e cobrou a Ferj

Jogo entre Macaé e Flamengo teve cenas lamentáveis antes de a bola rolar
Gilvan de Souza/Flamengo
Jogo entre Macaé e Flamengo teve cenas lamentáveis antes de a bola rolar

A falta de seguranças na porta do vestiário do Macaé, sábado, antes da partida contra o Flamengo  no estádio Moacyrzão, motivou uma invasão violenta de alguns membros de torcida organizada do time rubro-negro aos vestiários do time mandante do jogo e causou estranheza no presidente flamenguista Eduardo Bandeira de Mello. 

Um dia depois de o clube divulgar nota oficial em que pede explicações à Ferj  (Federação Carioca de Futebol), Bandeira de Mello voltou a criticar a entidade por ter designado poucos seguranças para controlar a entrada e saída de pessoas de áreas restritas do estádio. 

"Minha estranheza é pelo fato de ter um portão escancarado e muitos usando camisas do Flamengo, isso que é estranho. Com relação a organizadas quero deixar claro o seguinte. Sou admirador das organizadas e elas podem ser extremamente saudáveis. As organizadas prestam inestimável serviço ao espetáculo. O que não concordamos é ter violência, relação política, ajuda financeira. Não temos nenhuma relação nesse sentido", disse Bandeira em entrevista ao canal "Sportv"

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Na invasão ao vestiário do Macaé, o goleiro Ricardo Berna, ex-Fluminense, foi agredido e precisou jogar com um curativo no queixo depois de sofrer ferimento. Para o presidente flamenguista, a ação precisa ser apurada por conta da facilidade que alguns dos torcedores tiveram para acessar o vestiário do time do interior do Rio.

"Continuo achando bastante estranho. Como se abre o portão, porque o vimos escancarados, em Macaé, em um jogo cuja lotação estava esgotada. Vimos pessoas entrando normalmente, casal de mãos dadas, adolescentes, mulheres, como se estivesse franqueado ao público. Em um ambiente que tem um jogo concorrido, você quer confusão. Na quarta-feira, se abrirmos os portões, vai acontecer alguma coisa indesejável. Isso vale para teatro, show...Não vi nenhum segurança", disse o mandatário flamenguista. 

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