Jonas, que um dia já foi desejado por Palmeiras e Santos, agora defende o Red Bull Brasil e diz que aprendeu com declaração polêmica que incomodou os palmeirenses

"As cores são iguais, mas prefiro ficar no Coritiba ". A declaração de Jonas na saída do gramado do estádio Couto Pereira, no dia 27 de setembro de 2011, para despistar o interesse do Palmeiras , marcaria para sempre a carreira do lateral-direito. A frase, interpretada como recusa à época, agora é vista por ele como aprendizado. E assim, aos 26 anos, ele se agarra à chance de disputar o Campeonato Paulista pelo Red Bull Brasil para ganhar visibilidade e, quem sabe, despertar novamente a atenção de grandes clubes do Brasil.

Jonas disputará o Paulistão pelo Red Bull
Divulgação
Jonas disputará o Paulistão pelo Red Bull

Leia também:  Mesmo empolgado, Palmeiras já tenta lidar com pressão após reforços

A carreira de Jonas poderia ter mudado em 2011, quando recebeu a primeira sondagem do Palmeiras  por intermédio do então gerente de futebol César Sampaio. Naquele ano, ele havia sido campeão paranaense e vice da Copa do Brasil e se dizia feliz no Coritiba. A forma como recusou o interesse do Palmeiras naquele ano, porém, deu o que falar.

É bola na rede! Confira candidatos a artilheiros dos estaduais pelo Brasil

"Foi uma interpretação errada que fizeram. No calor do jogo, eu disse que preferia estar no Coritiba porque no momento estava com o pensamento no clube, porque tínhamos ganhado do Avaí no Couto Pereira e entrávamos na Libertadores. Confundiram. Eu jamais desprezaria uma instituição como o Palmeiras", explicou ele em entrevista ao iG .

No ano seguinte, ainda que não tivesse o mesmo espaço no Coritiba, Jonas chegou a receber uma nova proposta do Palmeiras. O negócio não andou. E, no ano passado, a pedido de Dorival Júnior, foi procurado pelo terceira vez, mas o Atlético-GO descartou liberá-lo. Durante esse tempo, defendeu Vasco e Atlético-PR, mas admite: se tivesse aceito a oferta alviverde, estaria em outro caminho.

"Pela grandeza do Palmeiras, é claro que minha vida seria diferente, teria mais visibilidade. Não era para ser. Eu segui firme o meu caminho e, como chegaram três propostas de clubes grandes ( Santos , Palmeiras e Vasco), fui para o Vasco. Cheguei bem, mas como falam, foi a pior época da história do Vasco", completou.

O único arrependimento de Jonas, segundo ele, foi ter perdido o início da temporada passada esperando uma proposta do exterior, que nunca chegava. Enquanto aguardava, ele treinava no Avaí para manter o condicionamento físico e só resolveu ir para o Atlético-GO em março, porque decidiu romper com o empresário Felipe Pereira.

"A única coisa que me arrependo é de ter confiado em pessoas. Ter confiado em alguns empresários que prometeram coisas no passado. Falaram que ia vir uma proposta de fora (do Brasil), eu fiquei esperando. Acabei perdendo o estadual, e foi quando eu coloquei na cabeça que precisava aparecer novamente e acertei com o Atlético-GO", falou.

"O empresário ficou de trazer algo de fora do Brasil, e eu acreditei na palavra. Mas é como dizem: 'maldito homem que acredita na palavra de outro homem'. Eu esperei e acabou não vindo. Teoricamente, quem acabou na berlinda fui eu. Mas estou buscando o meu espaço novamente. Serve de aprendizado também", acrescentou.

Contratado no início do ano pelo Red Bull a convite do diretor Thiago Scuro, Jonas quer aproveitar a chance no clube para voltar ao cenário nacional e, quem sabe, defender um time estrangeiro pela primeira vez.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.