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Ex-mandatário sintetiza que Carlos Eduardo Pereira encontrará uma situação mais confortável que a de 11 anos atrás

Bebeto de Freitas, ex-presidente do Botafogo
Gazeta Press
Bebeto de Freitas, ex-presidente do Botafogo

Em 2014, o Botafogo iniciou o primeiro semestre correspondendo às expectativas de seus torcedores. A vitória na estreia da Libertadores, diante do San Lorenzo-ARG (2 a 0), no Maracanã, parecia ser o cartão de visitas para uma temporada gloriosa. Todavia, a representação de General Severiano caiu ainda no estágio grupal do torneio internacional e terminou o ano rebaixada para a Série B, com apenas 34 pontos somados em 38 compromissos.

Presidente do Alvinegro na primeira disputa da Série B, em 2003, Bebeto de Freitas se mostrou otimista com a próxima temporada, ainda que a forte crise financeira siga. Ao fazer um diagnóstico do elenco que conquistou o acesso, sob o comando de Levir Culpi, o ex-mandatário sintetizou que Carlos Eduardo Pereira encontrará uma situação mais confortável que a de 11 anos atrás, mesmo após a gestão de Maurício Assumpção.

"Quando assumi o Botafogo, no dia 3 de janeiro, o encontrei sem documento. O primeiro ato que fiz foi assinar um boletim de ocorrência na 10ª DP, pois o Mauro Ney (Palmeiro, ex-presidente) havia me dito que tinham roubado documentos e danificado os computadores do clube. Era uma favela. O clube que mais cedeu jogadores à Seleção Brasileira não tinha campo para treinar. Apenas o Caio Martins, onde não se pagavam água e luz. O clube voltou 12 anos na história, mas, pelo menos, agora temos lugar para as atividades e estádio", disse, em entrevista ao jornal O Dia .

Adiante, Bebeto polemizou ao analisar o mandato de Maurício Assumpção, que deixou o cargo nas mãos de Carlos Eduardo Pereira. Porém, avaliou que o ex-mandatário não deixou o clube em crise sozinho. "Ele dizia que a folha de pagamento era de R$ 2 milhões, mas é mentira. Com esse valor, não dava para montar os elencos de 2010, 2011, 2012 e 2013. É questão de mercado. O Botafogo foi à Libertadores, mas rasgando seu próprio sangue. O Maurício já tinha arrebentado o clube. Ele condenou o futuro do time, mas não o fez sozinho. Quem sonegou a Justiça do Trabalho foi a gestão financeira, com o apoio do presidente", admitiu.

Por fim, o ex-presidente expôs a alternativa entendida para que o Botafogo retorne aos tempos de glória: a modificação no processo eleitoral. "Carlos Eduardo está com a faca e o queijo na mão, mas o problema é a política. O clube ficou pequeno dentro de General Severiano. O presidente lá é eleito com 400 e poucos votos. Só daremos um salto se a torcida impor o sócio-torcedor com direito a escolha no processo eleitoral", pontuou Bebeto, que não espera outro desfecho senão o acesso em 2015: "Na minha época, só dois subiam. Graças a deus, no próximo ano, são quatro".

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