A medida, que inicialmente seria aplicada pela entidade daqui a três ou quatro anos, passa a valer a partir de 1º de maio de 2015 e pode ter grande impacto no futebol brasileiro

Joseph Blatter, presidente da Fifa, em reunião do Comitê Executivo da entidade, no Marrocos
Christophe Ena/AP
Joseph Blatter, presidente da Fifa, em reunião do Comitê Executivo da entidade, no Marrocos

Decisão tomada pela Fifa em setembro, mas que ainda não tinha uma data para ser aplicada, o veto à participação de investidores nos direitos econômicos de jogadores terá validade a partir de 1º de maio de 2015, decidiu nesta sexta-feira o Comitê Executivo da entidade, em reunião realizada no Marrocos.

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A prática é comum principalmente no Brasil, em que os clubes procuram grupos de investidores ou empresários que usam intermediários nas negociações para repartir direitos de atletas. Desta forma, a agremiação gasta menos na hora de contratar, vira vitrine para valorizar jogadores e ganha uma porcentagem numa futura transação. Ou seja, o veto terá um impacto grande no mercado de transferências do país a partir do ano que vem. 

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O objetivo da Fifa é proteger o vínculo bilateral entre jogador e clube, sem a participação de terceiros. Quando o veto foi aprovado, o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, previu que sua implantação ocorresse em três ou quatro anos, para que o mercado tivesse tempo de se adaptar à nova realidade. O prazo, no entanto, foi antecipado.

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Segundo a Fifa, acordos que já estão em vigor serão válidos até o fim estipulado no contrato, e negociações ocorridas entre 1º de janeiro e 30 de abril de 2015 terão tempo máximo permitido de um ano.

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