Seedorf participará na área de diversidade e mudança, atuando ativamente em casos de racismo no futebol mundial

Seedorf, ex-jogador holandês que virou técnico
AP
Seedorf, ex-jogador holandês que virou técnico

Em cerimônia realizada no Estádio Olímpico de Amsterdã, capital da Holanda, nesta sexta-feira, o ex-jogador Clarence Seedorf foi nomeado pelo presidente da Uefa Michel Platini como novo embaixador da entidade que coordena o futebol europeu. Segundo o que foi determinado, Seedorf participará na área de diversidade e mudança, atuando ativamente em casos de racismo no futebol mundial, por exemplo.

Conhecido como sinônimo de profissionalismo, o meia holandês passou por grandes clubes da Europa, como o Ajax, a Internazionale e o Real Madrid, mas ficou marcado realmente no Milan-ITA, clube em que atuou por dez temporadas. Seedorf encerrou a carreira profissional no Brasil em 2013, atuando em alto nível pelo Botafogo, aos 37 anos. O jogador teve participação decisiva na campanha que reconduziu o alvinegro carioca à fase preliminar da Libertadores depois de 18 anos.

No meio tempo entre a aposentadoria e a admissão no cargo, Seedorf chegou a iniciar a carreira de treinador, comandando o Milan durante o primeiro semestre, à pedido de Adriano Galliani, diretor de futebol do clube rossonero . Porém, apesar de atender ao pedido, o holandês não conseguiu ter bom retrospecto, abrindo caminho para Inzaghi, também ex-jogador do Milan, assumir a equipe nesta nova temporada do futebol europeu.

Companheiro de posição de Seedorf, Platini, que assim como o holandês, sempre teve o papel de "cabeça pensante" no meio-campo dos times em que jogou, avaliou de forma positiva o trabalho que vem sendo realizado. "Estou satisfeito com o que as campanhas contra a discriminação têm alcançando até agora. Introduzimos novos regulamentos e procedimentos para os árbitros de forma a solucionar este problema, que não é da alçada do futebol. Tem muito trabalho a ser feito e estou feliz de poder contar com Seedorf neste novo desafio", comentou o mandatário.

Em tempo, o presidente da Uefa deu a entender que a escolha do cargo não foi por acaso. "Ele sente verdadeiramente esta causa e vai ajudar a garantir que continuemos com pulso firme com relação a essa questão para que possamos extinguir essas atitudes discriminatórias do futebol", ponderou Platini.

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