Treinador relembrou sua trajetória como jogador iniciada no próprio clube e se emocionou ao lembrar de sua mãe, que morreu antes da semifinal contra o Boca Juniors

Marcelo Gallardo alcançou na última quarta-feira um feito histórico pelo River Plate. Campeão da Copa Libertadores de 1996 como jogador, ele volta a conquistar a América, desta vez no cargo de técnico. Após o triunfo por 2 a 0 sobre o Atlético Nacional , ele se emocionou muito ao recordar sua trajetória no clube e ao dedicar o título à mãe.

River Plate vence Nacional em casa e conquista sua primeira Sul-Americana

Marcelo Gallardo comemora a conquista do River Plate na Copa Sul-Americana
Reuters/Marcos Brindicci
Marcelo Gallardo comemora a conquista do River Plate na Copa Sul-Americana


"Estou em outro mundo, muito orgulhoso por ter vindo para este clube, que me criou e também me formou como pessoa", relembra, exaltando as oito temporadas que defendeu as cores do River Plate dentro de campo.

A taça conquistada nesta semana coloca Gallardo em patamar inédito na história do River Plate. Ele é o único em 113 anos a acumular conquistar internacionais tanto como jogador quanto como treinador. Mas a alegria pelo feito divide o técnico com sentimentos contrários.

Ele tem passado por semanas difíceis desde o último dia 25, quando sua mãe faleceu aos 55 anos após lutar contra um câncer. O sucesso profissional certamente não cicatriza a ferida ainda recente, mas Gallardo aproveita o título para diminuí-la.

"Aconteceram muitas coisas nos últimos dois meses. É muito difícil falar", admite. "Consegui graças a estes jogadores, porque interpretaram como era preciso jogar, fizeram grande esforço e foram muito solidários. Apoiaram-me ao máximo e o reconhecimento das pessoas foi muito grande", agradece, pouco antes de entregar-se à emoção. "Viver esta alegria é imensa. Só quero dedicá-la à minha mãe...", fala, sendo interrompido pelas lágrimas.

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