Equipe francesa venceu em casa por 2 a 0 e tirou os russos da próxima fase da Liga dos Campeões

O lateral brasileiro Fabinho comemora gol do Monaco diante do Zenit
Lionel Cironneau/AP
O lateral brasileiro Fabinho comemora gol do Monaco diante do Zenit

Ao contrário do que aconteceu nas outras chaves da competição, a última rodada da Liga dos Campeões reservou poucas emoções no Grupo C do torneio. Jogando no Stade Louis II, o Monaco venceu o Zenit por 2 a 0 e se garantiu nas oitavas de final, na liderança do grupo com 11 pontos. O resultado coloca os russos em terceiro lugar e, consequentemente, na disputa da próxima Liga Europa. Enquanto isso, no Estádio da Luz, o eliminado Benfica e o já classificado Bayer Leverkusen ficaram na igualdade, sem gols e sem graça. Com a vitória do Monaco, os alemães perderam a ponta do grupo, e avançam para a próxima fase no segundo lugar.

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A partida começou com pressão dos visitantes, que impuseram mais de 60% de posse de bola sobre o Monaco nos primeiros 10 minutos do confronto - nesse período, os russos trocaram 153 passes, contra 70 dos franceses. A superioridade inicial do Zenit pode ser explicada pelo fato de que os anfitriões dependiam apenas do empate para garantir a vaga nas oitavas.

O primeiro ataque do Monaco demorou 17 minutos para acontecer. Berbatov recebeu um bom lançamento no ataque, mas o árbitro marcou impedimento e frustrou as esperanças dos Vermelhos e Brancos. Na marca dos 20, o jogo seguia frio, assim como o inanimado público presente sob os 10 graus de Monaco.

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Aos 28, Hulk resolveu esquentar a situação com um chute de longe, mas o goleiro Subasic estava atento e fez uma ótima defesa, salvando a sua equipe de um resultado ruim no primeiro tempo.

Nesse meio tempo, o zagueiro Wallace caiu duas vezes em quatro minutos. No primeiro lance, o brasileiro foi ao chão após uma dividida com Lombaerts. Na sequência, a queda foi causada por um choque com Javi García.

Quando o relógio já marcava 41, Danny cobrou escanteio pela direita do ataque do Zenit, acertando a cabeça de Lombaerts. O belga tocou de cabeça, mas viu o goleiro Subasic salvar novamente.

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Na volta para o segundo tempo, Berbatov recebeu na entrada da área e arriscou o chute, mas a bola saiu por cima da meta, sem perigo para o arqueiro Lodigin. Na sequência, o búlgaro deixou o campo - sob vaias - para a entrada de Martial.

A mudança parece ter sacudido a apatia do Monaco, uma vez que o time da casa abriu o placar aos 19 minutos, com o zagueiro Abdennour. O tunisiano recebeu a bola após uma cobrança de falta perfeita de Yannick Ferreira, e subiu mais alto do que a zaga para tocar de cabeça, sem jeito, para o fundo das redes, no meio do gol.

No desespero, Hulk arriscou o chute a cerca de 30 metros de distância da meta, mas para o alívio do Monaco.

Se Hulk não marcou, um conterrâneo aproveitou para balançar as redes. Aos 43, foi a vez de Fabinho comemorar. O lateral avançou em contra-ataque e superou a marcação, tabelou com João Moutinho pela esquerda e chutou rasteiro por debaixo das pernas do goleiro Lodigin, que nada pode fazer além de lamentar a desclassificação e a falha nos minutos finais.

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O jogo no Estádio da Luz foi apagado, sem brilho. As únicas chances reais da partida saíram dos pés de Lima, aos 11 minutos. O brasileiro pegou um rebote quando o goleiro Leno estava batido, mas acertou o travessão.

Lima voltou a aparecer 31 minutos depois, na marca dos 42. O atacante invadiu a área e arriscou o chute, mas a bola passou muito à direita da meta, sem levar perigo para o Leverkusen.

Com a eliminação do Benfica e a classificação do Leverkusen já consumadas antes mesmo do início da rodada, as duas equipes pareceram se contentar com o empate sem gols, sem vontade e sem brilho.

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