Técnico é elogiado pela diretoria pela maneira como conduziu o elenco em meio à crise, mas não agrada em termos táticos

Vagner Mancini, técnico do Botafogo
Buda Mendes/Getty Images
Vagner Mancini, técnico do Botafogo

A diretoria do Botafogo  esperou o término do Campeonato Brasileiro para começar a planejar a próxima temporada. A primeira definição envolve a comissão técnica. Ainda nesta semana, o técnico Vagner Mancini será procurado. Ele não está nos planos da diretoria para 2015.

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A ideia do presidente Carlos Eduardo Pereira não é demitir Mancini, pois entende que ele não é o principal responsável pelo rebaixamento para a Série B. Ele é elogiado pela maneira como conduziu o elenco em momentos delicados, mas não agrada nos aspectos táticos. A estratégia, portanto, é oferecer uma redução salarial considerável, o que deverá inviabilizar sua presença em General Severiano.

"Pelo que leio e ouço nas ruas, todo mundo entende que a culpa maior (do rebaixamento) não foi nossa, treinador e atletas. Claro que nós temos uma parcela de responsabilidade e nos sentimos chateados por ver uma grande equipe cair. Quem está de fora não sabe o que nós vivemos nos últimos sete meses. O Botafogo vai ter que se organizar para entrar forte na Série B e voltar em 2016 com a mesma força de antes", disse o técnico.

Sem Mancini, o nome preferido dos dirigentes do Botafogo é o de Argel Fucks, que este ano comandou o Figueirense e impediu o rebaixamento do time catarinense. Os representantes do treinador estão mantendo contatos com dirigentes botafoguenses, que só irão intensificar as negociações esta semana, após o encerramento do Campeonato Brasileiro.

Argel se enquadra na proposta salarial do Botafogo, que não pretende gastar mais do que R$ 90 mil com os vencimentos do treinador. Além disso, sua liderança e maneira de trabalhar são elogiadas pela diretoria. O perfil traçado pelo presidente do Botafogo pede um treinador que tenha linha dura, mas, ao mesmo tempo, bom relacionamento com o grupo.

Caso algo dê errado na negociação com Argel, a diretoria vai tentar Guto Ferreira, que este ano conduziu a Ponte Preta ao acesso para a elite do futebol nacional.

O nome de Gilson Kleina, que recentemente dirigiu Palmeiras e Bahia, chegou a ser ventilado, mas foi descartado pela diretoria, principalmente porque não se enquadra na realidade financeira do clube. Eduardo Baptista, do Sport, é outro que chegou a ser ventilado, mas ainda não foi procurado. Até mesmo Cristóvão Borges, que ainda não chegou a um acordo com o Fluminense para renovar contrato, também foi lembrado, mas, neste caso, a questão salarial deverá ser um dos principais complicadores em caso de procura.

Apenas após a definição da nova comissão técnica que a diretoria vai trabalhar nas negociações para renovar contratos e contratar reforços. Além disso, acontecerá ainda uma definição sobre o local da pré-temporada. A ideia é que os jogadores fiquem neste período concentrados no Centro de Treinamento da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), em Saquarema, Região dos Lagos do Rio de Janeiro.

O elenco, que entrou de férias logo depois do empate sem gols com o Atlético-MG, em Brasília (DF), vai se reapresentar na segunda-feira, dia 5 de janeiro. No próximo ano a prioridade do Botafogo será a disputa da Série B, mas o time ainda vai disputar a Copa do Brasil e o Campeonato Carioca.

*Com Gazeta

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