"Não sei o motivo. É preciso perguntar para o treinador", disse o atacante argentino após o empate com o Atlético-PR

O argentino Pablo Mouche custou cerca de R$ 9 milhões para os cofres do Palmeiras, mas poucas vezes foi preferido pelo técnico Dorival Júnior para jogar. Com dois gols e 17 jogos no Brasileirão, o atacante já demonstrou insatisfação com a reserva e relação nada amigável com o treinador. Depois de cogitar voltar para a Argentina, o atacante fala em construir 2015 diferente junto com o clube.

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"Não sei o motivo. É preciso perguntar para o treinador", disse Mouche, tentando se animar. "Fico tranquilo porque treinei todos os dias para jogar, fazer gols e aproveitar as minhas oportunidades. O Palmeiras está acima de todos, mas quero jogar, ter sequência e demonstrar em campo o motivo de um clube tão grande ter me comprado."

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O Palmeiras, no entanto, não justificou a sua grandeza na temporada do seu centenário. Neste domingo, a equipe encerrou 2014 com um empate por 1 a 1 com o Atlético-PR , em seu reformado e moderno estádio, e só não foi rebaixada pela terceira vez na história porque o os rivais Vitória e Bahia acabaram derrotados.

"Não estou feliz com isso. Só estaria se o Palmeiras fosse campeão, se estivesse na Libertadores. Mas me sinto aliviado por continuar na Série A e poder começar um ano novo, que será melhor com certeza", afirmou Mouche.

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Diferentemente do público, contudo, o argentino garantiu que os problemas do Palmeiras não foram motivados por deficiências técnicas do elenco. E entusiasmou-se: "Foi um semestre difícil, mas vamos fazer uma boa pré-temporada, nos reforçar e ir para cima. O Palmeiras tem que brigar por tudo: por Libertadores e por títulos. É um clube muito grande para lutar contra o rebaixamento".

Mouche, por fim, espera conquistar de vez um vaga entre os 11 na próxima temporada. "Todos os jogadores querem estar no time titular, ter oportunidades. Mas preciso ficar tranquilo porque foi só o meu primeiro semestre no Palmeiras, de adaptação, de encontrar um lugar no time em meio a uma situação difícil. Espero que tudo mude em 2015, com novos objetivos e coisas melhores para mim e para o Palmeiras", concluiu o argentino trazido por Ricardo Gareca.

*Com Gazeta

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