Atacante foi punido com quatro jogos de gancho e multa de R$ 10 mil pelas ofensas ao árbitro Elmo Alves Redense Cunha

Se o Atlético-MG não conseguiu reverter a multa e a perda de mando de campo pelos incidentes no clássico contra o Cruzeiro, o clube teve mais sorte no caso Diego Tardelli. O atacante, que havia sido punido com quatro jogos de suspensão e uma multa de R$ 10 mil pelas ofensas ao árbitro Elmo Alves Redense Cunha, teve a pena reduzida para três partidas em decisão unânime no julgamento em última instância, realizado na tarde desta terça-feira.

Em última instância, STJD mantém perda de mando de Cruzeiro e Atlético-MG

Na sessão, os auditores ouviram a defesa do advogado João Avellar, do Galo, que pediu a redução da penalidade, ressaltando o fato de que Tardelli é réu primário. Posteriormente, o presidente da sessão Ronaldo Piacenti votou por conceder parcialmente o recurso, reduzindo a suspensão para três jogos e mantendo a multa em R$ 10 mil. O relator foi acompanhado pelos demais auditores Miguel Cançado, Décio Neuhaus, Gabriel Marciliano, Wagner Madruga e Felipe Bevilacqua. Agora, o clube deve direcionar o pagamento da multa aos Médicos Sem Fronteiras.

Dessa forma, o atacante está liberado para atuar na competição, uma vez que já havia cumprido as três partidas da suspensão imposta no dia 6 de novembro, em primeira instância, pela Quinta Comissão Disciplinar. Depois disso, voltou aos gramados graças a um efeito suspensivo acatado pelo Tribunal, válido até o julgamento do recurso.

Tardelli foi expulso na 30ª rodada da Série A, na partida diante do Bahia, realizada no dia 21 de outubro. Na ocasião, o árbitro Elmo Alves Resende Cunha relatou na súmula uma ofensa moral proferida pelo atleta logo após a marcação de uma falta contra o Atlético-MG. Com base no documento, a Procuradoria denunciou o jogador por dupla infração ao artigo 243-F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, o CBJD.

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