Opositor, empresário de 59 anos tentará pela quarta vez ser o presidente do clube e não "decide" sobre o novo treinador

Paulo Garcia é proprietário da Kalunga
Bruno Winckler
Paulo Garcia é proprietário da Kalunga

Candidato da oposição, Paulo Garcia lançou na manhã desta terça-feira, no auditório do estádio do Pacaembu, sua chapa para a presidência do Corinthians , que será disputada no dia 7 de fevereiro. Esta é a quarta vez consecutiva que o empresário de 59 anos tenta se eleger. Além dele, Roberto de Andrade, da situação, e Ilmar Schiviatto disputam o pleito. 

Proprietário da empresa Kalunga, Garcia acabou derrotado nas eleições de 2007 e 2009, quando o concorrente era Andrés Sanchez, e também em 2012, quando perdeu Mário Gobbi. Apesar das sucessivas tentativas, ele não acredita estar desgastado internamente dentro do clube e ainda faz piada. 

"Em hipótese nenhuma acho que minha imagem desgastada. Eu vou tentar o quanto eu puder para ver o bem do Corinthians. Sou coritiano e brasileiro. O Corinthians vem numa casta há 15 ou 20 anos, enquanto o Muro de Berlim demorou muito mais para ser derrubado", disse ele ao ser questionado pela reportagem durante bate-papo com os jornalistas. 

Paulo Garcia ainda revelou que Antonio Roque Citadini, que já foi vice presidente do Corinthians, deve lançar sua candidatura em breve também como opositor da atual administração. Durante reunião na noite da última segunda-feira com o atual presidente, Garcia alegou que o delegado não conhece questões contratuais que envolveram a construção da Arena e sinaliza repatriar Tite. 

"Como estão noticiando e o próprio Mário vem falando, a situação financeira é muito ruim. É uma gestão marcada pela incompetência. Vou voltar sete anos, quando prometerem ter uma administração transparente e limpa, mas ninguém viu nada disso. O clube está numa situação difícil e as pessoas estão se degladiando", falou. 

"O Corinthians vai honrar todos os seus compromissos. Mas os contratos são um mistério total. Já tem advogados que estão dando aula para o Gobbi, mas nem ele sabe explicar. Então é uma caixa preta", queixou-se ele sobre o novo estádio. 

O corintiano alega que Tite está entre seus técnicos preferidos por ter o "DNA do clube", mas deixa a responsabilidade para Mário Gobbi decidir o substituto de Mano Menezes. Ele também garante que tirará o irmão Fernando Garcia, que possui porcentagens de direitos econômicos de alguns atletas do elenco, do negócio. Segundo ele, o envolvimento familiar "não é ilegal, mas imoral". 

Paulo Garcia em nenhum momento apresentou propostas que pretende implantar no clube, se eleito, e diz que anunciará "em breve" os vices que completarão a chapa. 


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