Muricy rasgou elogios ao goleiro e o definiu como "maior ídolo da história do clube". Diretoria e jogador não confirmam qualquer reviravolta sobre a aposentadoria

Rogério Ceni e Muricy Ramalho em partida no Morumbi
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Rogério Ceni e Muricy Ramalho em partida no Morumbi

Definitivamente, a decisão de Rogério Ceni de se aposentar em dezembro pode ter sofrido uma reviravolta. Dois dias depois de conversar com ele no vestiário do Morumbi, logo após a eliminação para o Atlético Nacional, Muricy Ramalho deu a entender nesta sexta-feira que o goleiro do São Paulo lhe ouviu e concordou em prolongar a carreira.

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"Sou sempre otimista. Quando falo alguma coisa para alguém é porque sei que vou ter sucesso. Dificilmente, eu jogo conversa fora. Se eu sinto que não vou conseguir algum resultado, procuro não falar. Com certeza, se eu falar com alguém é porque vou conseguir resultado", disse o treinador do São Paulo.

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Nem a diretoria nem o jogador, no entanto, confirmam qualquer decisão. Como na temporada passada, é provável que o anúncio - qualquer que seja - saia apenas no site do clube, a despeito do grande interesse da torcida a respeito do futuro de seu maior ídolo, como lembrou Muricy ao ser questionado se ele também repensa a ideia de pôr fim à carreira em dezembro do ano que vem.

"Acho que o momento é do maior ídolo da história. Não se trata de pouca coisa. Estamos tratando do maior ídolo da história do clube. Isso é prioridade. Sou um simples técnico, que tenho uma carreira vitoriosa, mas não vai acontecer nada se eu parar", observou o tricampeão brasileiro pelo clube, que não pede agradecimentos caso Ceni decida, de fato, continuar em 2015.

"Tem que agradecer ao presidente (Carlos Miguel Aidar), ao Ataíde (Gil Guerreiro, vice-presidente de futebol). Eles é que vão fazer com que ele fique. E também agradecer a ele próprio. Aqui, ninguém está fazendo favor para ninguém. Ele pode ser meu amigo, estamos há mais de 20 anos juntos, mas, se falo alguma coisa, é porque eu acho. Se ele não tivesse condições, nem o ano passado continuaria aqui. Quando dou minha opinião, dou uma opinião técnica, não de amizade", argumentou.

Por ora, o goleiro-artilheiro tem apenas mais dois compromissos com a camisa 1 tricolor, ambos pelo Campeonato Brasileiro. O penúltimo deles neste domingo, diante do Figueirense, no Morumbi.

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