A um ponto e uma posição da zona de rebaixamento, Palmeiras depende só de si nas duas rodadas que restam no Brasileiro

A um ponto e uma posição da zona de rebaixamento, o Palmeiras depende só de si nas duas rodadas que restam no Campeonato Brasileiro e é nessa condição que Dorival Júnior se apoia. Mas o técnico, embora garanta estar confiante na permanência na Série A ao fim da temporada do centenário, exige reação do time após quatro derrotas seguidas.

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"Faltam duas partidas e o importante é que ainda dependemos só das nossas forças, mas as forças têm que aparecer porque a situação está ficando crítica e piora a cada momento", indicou, alternando confiança e cobrança ao longo de sua entrevista depois de perder do Coritiba, no Paraná. "Acredito piamente que as coisas vão melhorar, que o Palmeiras vai sair dessa situação. Mas precisamos tomar uma posição."

O treinador cobra atitude, mesmo escolhendo palavras. "É um momento de hombridade, de assumir toda essa condição. A responsabilidade, naturalmente, sempre será do treinador, mas é necessário ter a consciência de que precisamos mostrar muito mais se quisermos que o Palmeiras permaneça na Série A", explicitou.

O Palmeiras chegou a abrir larga vantagem da faixa de descenso antes de iniciar a atual sequência de derrotas. Antes de perder no Couto Pereira, foi vencido pelos reservas do Atlético-MG no Pacaembu, pelo São Paulo no Morumbi e pelo Sport, que já não luta por nada no torneio, na reabertura do Palestra Itália, na quarta-feira.

"Estamos sempre transferindo para a rodada seguinte uma condição que já poderia estar resolvida. A cada momento, deixamos passar grandes oportunidades de finalizar tudo isso", lamentou Dorival, avisando que, como nunca se empolgou, também não se desespera antes de enfrentar o Inter no Beira-Rio e receber o Atlético-PR.

"Naturalmente, a preocupação existe. É uma realidade e temos que continuar trabalhando. É tudo que nos preocupamos nos últimos quatro jogos, não é uma situação diferente. Temos que buscar a todo custo", cobrou.

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