Técnico e atleta do Botafogo conversaram na manhã desta sexta e o atacante viajará para enfrentar a Chapecoense

Vágner Mancini, técnico do Botafogo
Buda Mendes/Getty Images
Vágner Mancini, técnico do Botafogo

Vágner Mancini e o atacante Jobson se entenderam. Na manhã desta sexta-feira, ambos conversaram antes do treinamento e o jogador acompanhou normalmente os trabalhos com o grupo do Botafogo . O treinador confirmou também que Jobson está relacionado para a partida que pode rebaixar o Botafogo no Campeonato Brasileiro, contra a Chapecoense, domingo, às 19h30 (de Brasília), pela 36ª rodada da competição.

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"Nós conversamos bem antes do treino e nos acertamos. Ele falou o que pensava, eu falei o que achava e acredito que esse tipo de situação acabou fortalecendo o relacionamento com o elenco. O Jobson é um jovem e com certeza vai aprender bastante com tudo o que aconteceu ao longo desta semana. Ele cometeu um erro e acredito que não vai cometer mais", revelou o treinador.

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Mancini e Jobson se estranharam na derrota do Alvinegro frente ao Figueirense, por 1 a 0, no Rio, na última rodada. O atacante assumiu a cobrança de pênalti logo no início da segunda etapa, quando a partida ainda estava em 0 a 0. Mancini criticou a atitude do jogador, que foi integrado ao elenco após ficar longe do futebol. Jobson não segurou as palavras e respondeu ao treinador, dizendo que "ninguém teve coragem de pegar essa picanha", se referindo à penalidade máxima. Na teoria, a cobrança ficaria para Murilo.

Mancini, entretanto, não confirmou a continuação de Jobson na equipe titular: "Ainda não defini essa situação e a própria escalação. O time ainda não foi definido porque os jogadores estão muito cansados. A maratona de jogos, o aspecto físico acaba pesando. Hoje fizemos um treino que acaba adiando a escalação por conta justamente da questão física", disse.

Na manhã desta sexta-feira, porém, no Engenhão, Mancini e Jobson conversaram antes do treino e o atleta trabalhou normalmente, inclusive com o grupo principal, de onde sairá a escalação para o duelo contra a Chapecoense. Além disso, o treinador confirmou que o atleta foi relacionado para o choque contra os catarinenses.

A escalação do Botafogo, portanto, só deverá ser definida neste sábado pela manhã, quando o elenco participa de um treino no Centro de Treinamento da Chapecoense. O meia Carlos Alberto segue fora por conta de lesão na coxa direita.

A partida contra a Chapecoense será a última do time sob o comando do presidente Maurício Assumpção. Na próxima terça-feira o clube passa por eleição presidencial e o vitorioso assumirá o comando na quarta-feira. O mandato do atual presidente chega ao fim de maneira caótica, com o iminente risco de rebaixamento, salários atrasos, ameaça de punições por conta de atrasos de pagamento e cem por cento das receitas do clube penhoradas.

Ao longo de seis anos no comando, ele teve como principais fatos positivos as conquistas dos estaduais de 2010 e 2013, a contratação do holandês Clarence Seedorf e do uruguaio Loco Abreu, que viraram ídolos da torcida, além da volta do time à Copa Libertadores. Concorrem ao pleito Vinicius Assumpção, da chapa "Vinicius Presidente", Marcelo Guimarães, da chapa "Grande Salto" Carlos Eduardo, da chapa "Oposição Unida" e Thiago Cesário Alvim, da chapa "Por Amor ao Botafogo".

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