Técnico não vai mexer no time que venceu a Turquia na última quarta-feira para tentar entrosar mais equipe titular do Brasil

Antes de sua sexta partida no retorno à seleção brasileira , Dunga manteve a mesma metodologia de trabalho e fechou a primeira parte do treinamento, no qual fez os últimos ajustes para encarar a Áustria. Após a atividade realizada no Estádio Ernst Happel, em Viena, o treinador não manteve o mistério e garantiu que não fará alterações.

Dunga em entrevista coletiva em Viena
Bruno Domingos/Mowa Press
Dunga em entrevista coletiva em Viena

No treinamento desta segunda-feira, a seleção trabalhou algumas jogadas ensaiadas, e ainda fez um trabalho tático para os últimos acertos do treinador. Dunga contou com todos os jogadores, até mesmo com Neymar e Filipe Luís, que foram poupados neste domingo, mas trabalharam normalmente às vésperas do jogo.

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Se Dunga confirmar a mesma escalação que venceu a Turquia e agradou ao torcedor brasileiro, o time canarinho entrará em campo nesta terça-feira no 4-3-3, com Diego Alves; Danilo, Miranda, David Luiz e Filipe Luís; Luiz Gustavo, Fernandinho e Oscar; Willian, Luiz Adriano e Neymar.

Após a primeira parte fechada para a imprensa, os jogadores fizeram uma atividade recreativa e depois treinaram cobranças de pênaltis. O zagueiro Thiago Silva, envolvido em uma polêmica com Neymar por causa da braçadeira de capitão da equipe, mostrou bom humor ao longo do treinamento.

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Ainda em campo, o grupo comandado por Dunga participou de uma atividade organizada pela assessoria de imprensa da CBF. Após votarem nos melhores de cada posição do Campeonato Brasileiro, os jogadores depositaram as cédulas nas urnas apenas no treinamento desta segunda-feira.

O sexto compromisso de Dunga à frente da seleção brasileira será nesta terça-feira, às 16 horas (de Brasília), contra a Áustria, em Viena, no Estádio Ernst Happel. Até o momento, a zaga escalada pelo treinador ainda não levou gols, vencendo jogos importantes, como diante da Argentina, no Superclássico das Américas.

"Futebol moderno"

A intensidade dos treinamentos comandados por Dunga vem ganhando destaque. Mesmo às vésperas dos jogos, o treinador não alivia e exige atividades em alta velocidade. Nesta segunda-feira, na preparação para enfrentar a Áustria, o capitão do tetra explicou sua filosofia se apoiando nas mudanças do futebol nos últimos anos.

Neymar é marcado por Casemiro em treino da seleção brasileira em Viena
Ronald Zak/AP
Neymar é marcado por Casemiro em treino da seleção brasileira em Viena

"É o ritmo que se está jogando no futebol moderno, com velocidade, agilidade, pressão", justificou Dunga, alegando que sempre vai pedir para que os jogadores adotem o mesmo ritmo que será observado nos jogos, evitando assim erros básicos quando a sua equipe entra em campo.

"Se eu tenho uma Ferrari e vou para Fórmula 1, eu não posso treinar na velocidade do kart, porque eu não vou ter noção do pneu, da curva, do toque de marcha. No futebol também é assim, tem que treinar o mais parecido com o jogo, pois no treinamento, com velocidade baixa, você consegue antecipar o adversário, fazer o toque certo, e no jogo, com a velocidade maior, o número de erros é maior", completou o técnico.

Dunga também falou sobre o alto número de jovens que podem ser observados no atual grupo da seleção brasileira. O treinador acredita que o mesmo futebol moderno, que exige treinos em alta velocidade, também pede jogadores que estão sendo criados nesta nova filosofia. Além disso, após o vexame na Copa do Mundo, o comandante tinha a responsabilidade de reformular.

"Creio que todos vocês pediam uma renovação, e a renovação está aí. É bom ter jogadores experientes que dão equilíbrio, mas é bom ter jogadores jovens com adrenalina, motivação, sangue novo", revelou Dunga, que alega ter ‘problema’ por causa do excesso de jogadores com qualidade.

"Pela primeira vez estou tendo problemas na seleção brasileira, porque nos primeiros jogos eu tinha 22 ou 23 jogadores, mas depois de não poder convocar jogadores do futebol brasileiro, começou a abrir o leque. Na última partida, tirei o Willian, coloquei o Douglas Costa, e a atuação dele fez acrescentar mais um jogador na lista. Isso é bom. Isso é seleção brasileira", explicou o comandante.

* Com Gazeta.

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