Eliminado na primeira fase da Copa do Mundo, os salários de Capello começaram a pesar no orçamento da federação

País-sede da próxima Copa do Mundo, em 2018, a Rússia pode ter que reorganizar os planos para o Mundial já que, por conta de um impasse salarial, o treinador Fabio Capello dificilmente será mantido no comando da seleção. Nesta quarta, Sergey Stepashin, membro do comitê da Federação Russa de Futebol, admite que a entidade não tem condições de arcar com custos exorbitantes, como o salário do técnico, estimado na faixa de R$ 24,5 milhões anuais.

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O organismo reconheceu que se precipitou ao propor para o comandante italiano, em janeiro, a assinatura de um contrato com duração até o Mundial de 2018. Eliminado na primeira fase da Copa do Mundo deste ano sem ter conquistado uma vitória sequer, os salários de Capello e de sua comissão técnica começaram a pesar no orçamento e a Federação já pensa em rever o que foi estipulado.

"Posso afirmar que a União de Futebol Russa simplesmente não tem dinheiro suficiente para pagar o salário de Capello. Entretanto, quando assinamos com ele, deveríamos ter pensado com quais fontes financeiras iríamos pagar seus honorários. Agora precisamos encontrar estes benfeitores financeiros", considerou Sergey, tentando buscar uma alternativa.

A polêmica contratual não se resume ao técnico. Nesta terça-feira, os integrantes da comissão técnica Cristian Panucci e Massimo Neri não compareceram à concentração da equipe russa na Áustria por conta de um mal entendido. O olheiro e o preparador físico, respectivamente, fazem parte da comissão de Capello desde 2012, mas segundo o diretor da Federação Russa eles não constam na lista de pagamentos.

"Depois do Mundial, foram oferecidos novos contratos. Eles estão ausentes da concentração devido às novas condições que não foram estipuladas. Atualmente, não existe uma relação profissional com eles, portanto não se pode falar de pagamentos ou da falta deles. Nos meses de setembro e outubro eles estiveram presentes de forma interina", esclareceu Aleksandr Alaev. "Panucci e Neri não vieram devido às disparidades contratuais. A função é exercida, atualmente, por Aleksandr Goncharov", acrescentou.

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