"Para o Palmeiras, é importante manter a base para ter continuidade. Em esporte coletivo, a continuidade é muito necessária", indicou o goleiro titular da equipe

O presidente Paulo Nobre já avisou que diminuirá o elenco e fará contratações pontuais se for reeleito no dia 29, enquanto seu adversário, Wlademir Pescarmona, fala em gastar R$ 30 milhões em reforços. Em meio às promessas de reformulação, Fernando Prass, um dos líderes do plantel, lembra: o que falta ao Palmeiras é continuidade.

Prass cita caldeirão do novo estádio para assegurar permanência do Palmeiras

"Tivemos um time em 2013, mudamos muitas peças para 2014 e, no meio do ano, chegaram outras. Do time que jogava no começo do ano até agora, tem muita diferença. Não estavam João Pedro, Nathan, Tobio, Victor Luis, Renato, Allione, Mazinho e Henrique. É um time há pouco tempo junto", opinou, usando a vitória dos reservas do Atlético-MG nesse sábado, sobre o Verdão, como exemplo.

Fernando Prass, goleiro do Palmeiras
Mauro Horita/Gazeta Press
Fernando Prass, goleiro do Palmeiras

"É só ver o Atlético-MG que, mesmo sem os titulares, jogou contra nós com um time com conjunto e uma dinâmica de jogo muito grande por jogarem juntos há dois anos, dois anos e meio. Para o Palmeiras, é importante manter a base para ter continuidade. Em esporte coletivo, a continuidade é muito necessária", indicou.

A iminência de grandes mudanças, porém, ainda não afeta os atletas. Embora Bruno César, Bernardo, Victorino, Eguren, Diogo, Juninho e Wendel sejam nomes praticamente descartados ao fim de seus contratos, em 31 de dezembro, e a diretoria ainda negocie com dificuldade as renovações de Henrique, Marcelo Oliveira e Wesley, o foco ainda é evitar o rebaixamento.

"Nem nos ligamos ou pensamos no ano que vem. Já são muitos problemas neste ano, não podemos tirar o foco. A diretoria tem que fazer o planejamento para o Palmeiras ser o mais forte possível, depende da gestão deles se vai diminuir ou aumentar o elenco. A nós, simplesmente, cabe terminar o ano deixando o Palmeiras na primeira divisão", simplificou Prass.

Garantido em 2015, o goleiro, ao menos, defende a pouca movimentação do Verdão no mercado. "Até as eleições, o Palmeiras pode fazer alguma coisa, mas nada muito concreto. Não é a situação ideal, só que tem oito, nove clubes em eleição também. E ainda há quem briga para não cair ou ir à Libertadores, o que muda o planejamento. Hoje, poucos clubes no Brasil já estão em condição de planejar", argumentou.

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