Técnico do Palmeiras condena críticas por "inventar demais" ao escalar os times e se compara aos treinadores europeus

Dorival dá instruções aos jogadores no gramado da nova arena
Mister Shadow/Sigmapress/Gazeta Press
Dorival dá instruções aos jogadores no gramado da nova arena

Ao longo de sua carreira, Dorival Júnior, como outros técnicos do futebol brasileiro, foi chamado de "professor Pardal", acusado de "inventar demais" mexendo nas escalações. Para armar o Palmeiras que enfrenta o Atlético-MG neste sábado, o treinador deixou o lateral esquerdo Juninho na reserva mesmo considerando-o titular, e pede que a cultura do País se adapte a opções como essa.

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"A cultura do futebol brasileiro tem que mudar. Quando o treinador aqui altera muito a escalação, é professor Pardal. Na Europa, é valorizado, reconhecem que monta o time de acordo com o adversário embora nem sempre seja assim, seja mais para não ocasionar desgaste em todas as equipes que disputam duas competições. Pelo número excessivo de jogos, o treinador é obrigado a tomar uma atitude", defendeu-se o treinador.

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Dorival usa Diego Tardelli como exemplo. O atacante pouco descansou ao voltar de amistosos da Seleção Brasileira na Ásia e ser titular do Atlético-MG diante do Corinthians, pela Copa do Brasil. Para o técnico, o jogador merece elogios por sua atitude, mas seu colega Levir Culpi correu o risco de perdê-lo por lesão em vez de poupá-lo, como muitos não entenderiam.

"Com o número de jogos no futebol brasileiro, não há como chegar inteiro no fim do ano jogando com a mesma equipe ao longo da competição. Mesmo o Cruzeiro, com seu elenco altamente qualificado, tem oscilado. As dificuldades são grandes", afirmou o treinador do Verdão, citando, em seu plantel, o atacante argentino Mouche, que se alterna como titular e reserva que nem entra em campo, e o lateral esquerdo Juninho."O Juninho vinha sendo muito importante, ajudando muito no equilíbrio, só que voltamos a ficar fortes com o meio-campo que encontramos, com Renato e Marcelo Oliveira. Mas o Juninho, para mim, é titular, importante na configuração da equipe. É apenas uma opção momentânea, pode voltar nas rodadas seguintes, assim como outros do elenco", opinou.

"O Mouche vinha em um ritmo de trabalho muito abaixo do necessário porque, naturalmente, demorou a se adaptar. Sempre buscou seu espaço e não teve sequência de jogos como outros porque o elenco é consideravelmente grande. Mesmo assim, avaliamos e respeitamos o máximo possível todos os profissionais. É assim que se forma um espírito vencedor, sem contar só com 11 jogadores", prosseguiu o técnico.

Além de pedir mais calma nas críticas, Dorival quer que os jogadores também entendam as opções dos técnicos sem se incomodar tanto. "O profissional precisar estar preparado, saber que é um trabalho de grupo e que pode até sair para que outro, com mais força e trabalho de resguarda, possa mostrar seu valor e contribuir. É necessário entender que sair do time não é o fim do mundo", alertou.

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