"Trabalho pelo Palmeiras, só não sei até quando", que pode dar lugar a Cuca ou Tite se Wlademir Pescarmona for eleito presidente do clube na eleição do dia 29 de novembro

Dorival Júnior comanda treino do Palmeiras
Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação
Dorival Júnior comanda treino do Palmeiras

Candidato da oposição à presidência do Palmeiras na eleição do dia 29, Wlademir Pescarmona já falou que Dorival Júnior não é a sua primeira opção como técnico, preferindo Cuca ou Tite. Posição que não incomoda o atual treinador, que comemora por não ver a política influenciar na sua luta contra o rebaixamento no Brasileiro. E ele avisa: deixará seu cargo à disposição após a última rodada, daqui a um mês.

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"Trabalho pelo Palmeiras, só não sei até quando. Só Deus sabe isso. Se vai ter ou não sequência, não depende de mim. Deixo o cargo à disposição mesmo se o Paulo Nobre tiver sua condição renovada. É natural, acabou a temporada e precisam avaliar, buscar nomes, ver o que é melhor para o clube. Todos somos alvos de avaliação", falou Dorival.

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O técnico não mostrou nenhum desconforto em comentar o caso, e deixará o cargo à disposição mesmo tendo contrato até junho. Apesar de não se sentir prejudicado. "Estou sendo respeitado em todos os sentidos. Independentemente do que aconteça, quem precisa ser privilegiado é o clube, não as pessoas individualmente", defendeu, feliz por ver a Academia de Futebol blindada do ambiente eleitoral.

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"Ele (Pescarmona) tem todo o direito de ter o seu treinador e a sua comissão técnica, os seus diretores. Respeito isso. O mais importante é que o Palmeiras vive um político interno normal e que poderia estar afetando o futebol, mas não está acontecendo porque as duas partes estão respeitando o futebol do Palmeiras", comemorou.

Assim, Dorival conseguiu deixar a cinco pontos da zona de rebaixamento um time que tem a pior defesa do Brasileiro e chegou a ocupar a última posição. O foco ainda é escapar da segunda divisão, embora o treinador fale sobre a próxima temporada, mesmo sem saber se continuará empregado no clube.

"Estamos conversando. Não com a intensidade necessária, mas temos duas, três pessoas dedicadas única e exclusivamente nesse trabalho paralelo que participo com todos os membros do futebol do Palmeiras. Não é tão diretamente, apenas trocando ideias e nomes aleatoriamente, mas, primeiro, temos que atingir o primeiro objetivo lançado e ter tranquilidade dentro de campo, é a preocupação principal", disse o técnico, apostando em um 2015 melhor, com ou sem ele no Verdão.

"Independentemente de qualquer coisa que aconteça, o Palmeiras teve uma recuperação saindo da Série B e, mesmo com dificuldades e problemas ao longo do ano, tentando montar uma equipe competitiva. Temos que buscar os erros que cometemos e os acertos que também aconteceram e juntar tudo. A partir da projeção de um novo momento, precisamos ter segurança e certeza com uma definição de elenco, trazendo profissionais importantes. Mas tudo tem que ser muito discutido", declarou.

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