Raphael Mattos e Ary Bergher dizem que jogador é vítima no caso e que denúncia tem "excesso acusatório"

Após Adriano ser denunciado por tráfico de drogas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, na terça-feira, os advogados do jogador decidiram se manifestar. Através de comunicado oficial, Raphael Mattos e Ary Bergher criticaram os promotores do MP, responsáveis pela denúncia.

Adriano foi denunciado pelo MP-RJ
Reprodução/Facebook/Le Havre Athlétic Club
Adriano foi denunciado pelo MP-RJ

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Segundo os advogados do jogador, que ainda não se pronunciou sobre o assunto, Adriano é uma vítima do caso da Vila Cruzeiro. A promotoria acusa Adriano de ter comprado uma moto no ano de 2007 para Mica, o chefe do tráfico de drogas da favela onde o atleta nasceu.

Com isso, o Ministério Público denunciou o Imperador por tráfico de drogas e associação ao tráfico. Os dois crimes unidos podem resultar em uma pena de 25 anos de prisão no máximo. Apesar disso, o caso ainda será avaliado pela 29ª Vara Criminal do Rio de Janeiro nos próximos dias.

Confira, na íntegra, o comunicado divulgado pelos advogados de Adriano Imperador:

"Na qualidade de advogados do senhor Adriano Leite Ribeiro, em razão das últimas notícias vinculadas pela imprensa, esclarecemos que trata-se de fatos ocorridos em 2008, sendo certo que a denúncia oferecida pelo Ministério Público não encontra qualquer respaldo legal/probatório, no inquérito policial.

O certo é que o senhor Adriano não foi indiciado na mencionada investigação, havendo claro excesso acusatório. Neste mesmo episódio, o senhor Adriano foi vítima, em razão da venda da moto que lhe pertencia, por terceira pessoa, sem sua autorização ou consentimento e com o uso de sua assinatura falsificada. Fato inclusive registrado pelo mesmo, junto à delegacia de polícia e apresentado para as autoridade competentes. Quanto ao pedido de apreensão do passaporte. Trata-se de pleito descabido, sem qualquer fundamento idôneo e que busca violar seu direito constitucional ao trabalho.

A Defesa confia na Justiça, de forma a acreditar que esta acusação será rejeitada de plano.

Rio de Janeiro, 5 de novembro de 2014
Raphael Mattos e Ary Bergher, advogados"

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