"Ele estava inseguro, porque já tinha tomado cartão", disse o técnico Muricy Ramalho, ao lembrar que o jogo estava quente

Ao ser substituído no intervalo da partida contra o Emelec, Maicon viu do banco de reservas o São Paulo ter sua vantagem de 3 a 0 ser diminuída em dois gols com nove minutos do segundo tempo. Ao final do jogo, fechado o placar de 4 a 2, o técnico Muricy Ramalho se isentou de responsabilidade e disse que o meia foi quem pediu para sair.

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"Ele estava inseguro, porque já tinha tomado cartão, e o jogo estava muito pegado. Ele falou que era melhor sair porque poderia prejudicar o time. Estava tendo muita porrada. Então, eu tive que mexer, e a gente não voltou como tinha que voltar", esclareceu o treinador, ainda no Morumbi.

A alteração de Maicon pelo zagueiro Antônio Carlos mexeu em três posições da equipe. Além da zaga, deslocou Paulo Miranda à lateral direita, setor onde estava atuando improvisado o volante Hudson, que passou a jogar no meio-campo.

Em entrevista anterior à de Muricy, o médico José Sanchez informou que Maicon reclamou de dores na região lombar ao final do primeiro tempo e iniciou tratamento com gelo no intervalo, porém afirmou que tinha condições de retornar ao segundo tempo.

"Pelo menos para a gente, não tinha essa preocupação. É que, ás vezes, a conversa com o departamento médico não é a final. Minha preocupação é ter que passar para o treinador se ele pode ou não continuar. Só que, depois, vendo ele pondo gelo, obviamente pode ser o Muricy tenha chegado a um acordo com ele que eu não sei", disse.

Ao chegar à sala de imprensa, depois da conversa de Sanchez com os jornalistas, o treinador citou as dores de Maicon de forma espontânea em sua primeira resposta e frisou duas vezes que o pedido partiu do próprio jogador, que estava receoso em receber o segundo amarelo e deixar a equipe com um jogador a menos. "Não foi pela pancada", falou.

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