Meia chegou a ser oferecido a outros times antes de chegar ao clube, mas diz ter feito a escolha certa por causa da estrutura

Michel Bastos, meia do São Paulo
Moisés Nascimeno/ Agif/Gazeta Press
Michel Bastos, meia do São Paulo

Titular em virtude da ausência de Kaká, que estava suspenso, Michel Bastos foi o principal destaque do São Paulo, com assistência para todos os gols da vitória por 3 a 0 sobre o Goiás, no Morumbi. O meia ainda apareceu três vezes na área em condição de marcar. Por isso, mesmo com o retorno do camisa 8, ele entende que deve permanecer na equipe.

Ao ser questionado se ficaria surpreso em voltar para o banco de reservas na quinta-feira, contra o Emelec, pela Sul-Americana, Michel falou: "Um pouco, não vou mentir", disse. "Venho trabalhando forte, mostrando bom futebol, e sempre quero jogar. Sempre vou respeitar a decisão do treinador, mas acho que, pelo que venho fazendo, ficaria triste em não jogar. Mas quem decide é o treinador, a gente tem que trabalhar".

O meia registra números bem positivos, superiores inclusive aos de Kaká. Desde que foi apresentado, em agosto, tem sete assistências e três gols em 17 atuações. "Quando se joga em clube grande, a concorrência é normal. Cheguei ao São Paulo, com jogadores como Kaká, Ganso, Pato e Kardec, sabendo que só encontraria espaço com muito trabalho e dedicação, mostrando bom futebol. É o que eu venho fazendo. Vim para cá para ser titular e estou mostrando que tenho condições. Agora, quem decide é o Muricy", frisou.

Apesar do marketing pessoal, o meia cuidou para não desrespeitar a hierarquia. "Se, amanhã ou depois eu não jogar, vou seguir trabalhando. Não adianta vir aqui cobrar treinador. É só dentro de campo mesmo que a gente prova que tem condições de jogar", falou.

Escolha correta

Michael Bastos não confirma, mas chegou a negociar com outras equipes antes de chegar ao São Paulo. Uma delas foi o Palmeiras. No fim das contas, optou por se mandar para o Morumbi em virtude da estrutura oferecida pelo clube.

"Sinceramente, sempre soube que não iria me arrepender, independentemente do que acontecesse. Porque, no futebol, tudo pode acontecer, amanhã as coisas podem mudar. Estou feliz pra caramba. Passei um ano com várias mudanças em um período curto, em que não joguei muito. Então, tinha vontade de ter um recomeço", disse o meia. 

*Com Gazeta

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