Olimar Tesser chegou ao clube em 6 de outubro, mas clube não venceu desde então e ainda amarga a lanterna da Série B

Olimar Tesser não trabalha mais na Portuguesa
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Olimar Tesser não trabalha mais na Portuguesa

Durou menos de um mês o trabalho do hipnólogo Olimar Tesser na Portuguesa . O profissional foi mais um que não resistiu à crítica situação financeira em que o clube se encontra e decidiu encerrar o seu ciclo na semana passada.

"Resolvi sair antes mesmo do Benazzi" , contou, reticente para explicar os seus motivos. "Então, coloca aí: regra de ouro. Motivado pela sua regra de ouro, o Olimar Tesser declinou do seu trabalho na Portuguesa. A regra de ouro é simples: você vai ganhar, eu vou ganhar. Os dois lados têm que colaborar e vencer. Acho que ficou bem claro o que aconteceu, não é?", acrescentou.

Ex-goleiro profissional de futebol, Tesser já havia trabalhado com hipnose em equipes como Paulista, Juventus, Guarani, Ponte Preta, Marília, Náutico e Bahia. Em 2008, ganhou o crédito pela ascensão do Noroeste na tabela do Campeonato Paulista e pela evolução do meia-atacante Edno - que viria a fazer sucesso na própria Portuguesa. O Atibaia, que subiu para a Série A3 do Estadual recentemente, também contou com os seus serviços.

Portuguesa perde para o Paraná e na lanterna e pode ser rebaixada em dois jogos

Na Portuguesa, Tesser encontrou muito mais pressão para recuperar o time com a ajuda de alguns dos seus métodos - costuma fazer os jogadores andarem sobre cacos de vidro, brasas e até entortarem barras de ferro com o pescoço. Afinal, a equipe não vencia há oito rodadas e estava na penúltima colocação da Série B, com só 21 pontos. Após derrotas para Vasco, América-MG, Ponte Preta e Paraná, amarga a lanterna.

Segundo Tesser, o seu trabalho foi bem aceito pelo elenco - os jogadores, de fato, mostraram-se receptivos nas diversas entrevistas que concederam sobre a utilização de hipnose em um time de futebol. O hipnólogo também passou a ser bastante procurado pela imprensa depois do seu acerto com a Portuguesa, em 6 de outubro.

"Ouvi de alguém que eu estava ficando famoso. Mas sempre tive mídia. Já hipnotizei o governador de São Paulo. A Portuguesa deveria ter aproveitado essa badalação que a hipnose provocou e fazer um movimento para melhorar", comentou Tesser, que estranhou algumas adversidades enfrentadas no Canindé, mesmo já acostumado com o preconceito em relação à hipnose.

O hipnólogo acredita que a Portuguesa só achará a sua salvação quando estiver mais unida. "Eles não têm ideia do potencial que possuem. Isso me lembra muito uma história que ouvia quando pequeno. Havia dois burrinhos amarrados a uma mesma corda. Na frente de cada um, estava um monte de alfafa. Só que cada um ia para um lado, e nenhum conseguia comer. Eles deveriam comer juntos", disse.

Hoje longe da disputa pela alfafa na Série B, Olimar Tesser está satisfeito com o que recebe financeiramente com os seus cursos e palestras de hipnose - afirma ganhar uma quantia mensal semelhante aos vencimentos de um treinador da competição. Mas não desistiu de trabalhar com futebol.

"Amo futebol. É a minha essência. O problema é que não existe estabilidade no esporte, infelizmente. É por isso que concilio os projetos nos clubes com as minhas outras atividades. Só prefiro fazer um trabalho em um clube com planejamento, sem pressa." E também, como ele deixou claro, com a regra de ouro de Olimar Tesser respeitada.

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