Confusão começou quando o atleta não se apresentou ao elenco para a partida contra o Santos, pela Copa do Brasil

Jefferson, goleiro do Botafogo
Heuler Andrey/Mowa Press
Jefferson, goleiro do Botafogo

O clima esquentou definitivamente no Botafogo. Na noite desta sexta-feira, Wilson Gottardo respondeu as acusações do goleiro Jefferson, que declarou o gerente de futebol como "covarde" em entrevista coletiva.

"Foi um ato de indiferença à programação do trabalho, é uma indisciplina. Quando eu falei com ele pela manhã, disse que ele teria que estar no hotel para conversar comigo e com o Mancini", disse Gottardo em entrevista à Fox Sports.

O dirigente não deixou barato: "Eu derrubo fácil os argumentos dele. O clube tem um departamento de logística que funciona muito bem. Foi feita uma comunicação por e-mail a ele, um e-mail específico com o nome dele", disse Gottardo. "O atleta tem a obrigação de abrir todos os e-mails que o clube envia. Falei com ele quando um funcionário avisou que o Jefferson estava no Engenhão. Ele estava ciente disso tudo. Talvez isso seja um ato de covardia dele, não jogar contra o Santos", continuou.

Toda a confusão começou quando o goleiro não atuou e nem sequer se apresentou ao elenco do Botafogo, que estava em São Paulo, para a partida contra o Santos. O jogador viajou de Cingapura, onde a Seleção Brasileira realizou dois amistosos e disse estar cansado da viagem.

O técnico Vágner Mancini chegou a declarar que contava com o goleiro para o confronto. Porém, Jefferson alegou que tinha combinado com Gottardo em voltar para o Rio de Janeiro.

O goleiro já está sob a mira da diretoria há algum tempo. Quando demitiu quatro atletas no começo de outubro, o presidente Maurício Assumpção confessou que não fez o mesmo com Jefferson por ser um jogador de Seleção Brasileira e ídolo da torcida.

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