Depois de empate na Colômbia, time baiano é derrotado dentro do Barradão e se despede da Copa Sul-Americana

Jogadores do Atlético Nacional celebram gol no Barradão diante do Vitória
EDSON RUIZ/COOFIAV/Gazeta Press
Jogadores do Atlético Nacional celebram gol no Barradão diante do Vitória

Na noite desta quinta-feira, o Vitória foi incapaz de administrar o bom placar conquistado em Medellín-COL (2 a 2) e acabou eliminado da Copa Sul-americana. Em pleno Barradão, o Leão foi superado pelo Atlético Nacional-COL, pelo marcador de 1 a 0, em partida marcada pela polêmica atuação da arbitragem argentina, que invalidou um gol legítimo do centroavante rubro-negro Dinei. O tento classificatório dos visitantes foi anotado por Bocanegra, aos 24 minutos do segundo tempo.

Assim, a equipe alviverde terá pela frente a Universidad César Vallejo-PER, responsável por eliminar o arquirrival do Vitória, o Bahia, nas penalidades máximas, após o placar agregado de 2 a 2.

Com três atacantes, Vitória cria boas chances, mas não marca

Mesmo com o regulamento a favor, o Vitória atuou no esquema 4-3-3 e criou as melhores chances do primeiro tempo. Aos 10 minutos, Edno cruzou fechado e viu o goleiro Armani afastar o perigo, de soco. Com 16 jogados, o volante Luiz Gustavo apareceu no campo de ataque e realizou belo passe para Dinei. O centroavante, contudo, finalizou fraco e facilitou a intervenção do arqueiro adversário.

A partir da primeira metade de duelo, Ney Franco percebeu a superioridade de seu setor esquerdo e passou a concentrar as investidas com Mansur, Richarlyson e Dinei, que se alternavam. O equilíbrio rubro-negro fez com que a chegada inaugural do Atlético Nacional-COL não levasse perigo ao paraguaio Gatito Fernández. Após cobrança de falta, Bocanegra se antecipou à marcação, mascabeceou para fora.

O forte poder de marcação apresentado pelas equipes fez o nível técnico do compromisso decrescer. Entretanto, o fim da etapa inicial ainda reservou boas oportunidades. Quando o relógio apontou a marca dos 43, Vinícius cruzou para Dinei, que concluiu de carrinho. Atento, Armani realizou uma defesa milagrosa para evitar o gol brasileiro. Porém, dois minutos mais tarde, coube a Kadu salvar o Leão da Barra, travando duas finalizações alviverdes.

Atlético Nacional inaugura o marcador e Vitória esbarra na arbitragem argentina

Na segunda etapa, o Atlético Nacional se mostrou superior e chegou com perigo logo aos 17 minutos. Guisao aparou a bola e finalizou firme, porém, Gatito Fernández praticou a defesa, em dois tempos. Porém, com 24 jogados, o goleiro paraguaio falhou e permitiu o primeiro tento colombiano. Em cobrança de escanteio no setor direito, o arqueiro rubro-negro saiu mal e viu Nájera cabecear a bola no travessão. No rebote, lá estava Bocanegra, para balançar a rede sem dificuldades.

Em desvantagem, Ney Franco promoveu as entradas de Luís Aguiar e Marcos Júnior, nos respectivos postos de Richarlyson e Marcinho. As alterações, que deixaram o Leão da Barra ainda mais ofensivos, surtiram efeito aos 38 minutos. Acionado em posição visivelmente regular, Dinei invadiu a área e balançou a rede de Armani com uma finalização firme. Entretanto, o auxiliar Diego Bonfa, em erro crasso, invalidou o tento classificatório.

Abatido, o Vitória deu espaço ao Atlético Nacional e quase sofreu o segundo gol nos acréscimos. Cardona recebeu de Guisao, escapou de dois marcadores e finalizou firme. Porém, a bola tomou o caminho da linha de fundo.

FICHA TÉCNICA
VITÓRIA 0 x 1 ATLÉTICO NACIONAL-COL

Local: Estádio Manoel Barradas (Barradão), em Salvador-BA
Data: 16 de outubro de 2014, quinta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Diego Abal-ARG
Assistentes: Hernán Maidana-ARG e Diego Bonfa-ARG
Cartões amarelos: Marcinho (Vitória); Nájera, Bernal e Mejía (Atlético Nacional-COL)

GOL
ATLÉTICO NACIONAL-COL: Bocanegra (aos 24' do 2T)

VITÓRIA: Gatito Fernández; Nino Paraíba, Roger Carvalho, Kadu e Mansur; Luiz Gustavo (William Henrique), Richarlyson (Marcos Júnior) e Marcinho (Luís Aguiar); Vinícius, Edno e Dinei
Técnico: Ney Franco

ATLÉTICO NACIONAL-COL: Armani; Nájera, Henríquez e Murillo; Bocanegra, Bernal (Mejía), Guisao, Cárdenas e Farid Díaz; Luís Ruiz (Tréllez) e Copete (Cardona)
Técnico: Juan Carlos Osorio

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