Depois de vencer o Universidad César Vallejo no jogo de ida por 2 a 0 na Arena Fonte Nova, o Bahia agora visita o mesmo adversário no Estádio Mansiche, no Peru, nesta quarta, às 22h

Depois de vencer o Universidad César Vallejo no jogo de ida por 2 a 0 na Arena Fonte Nova, o Bahia agora visita o mesmo adversário no Estádio Mansiche, no Peru, nesta quarta-feira, às 22 horas (de Brasília), podendo perder até por um gol de diferença para avançar para as quartas de final da Copa Sul-Americana. A delegação tricolor desembarcou na capital peruana nesta segunda-feira, de onde seguiu para a cidade de Trujillo na manhã desta terça.

O Bahia vem de derrota para a Chapecoense por 1 a 0, mas a palavra de ordem do técnico Gilson Kleina é de assimilar o revés rapidamente para garantir a classificação no Peru. O discurso do comandante foi repetido pelo elenco.

"Foi um jogo difícil, mas temos que esquecer e focar na partida contra o César Vallejo", afirmou o meia Emanuel Biancucchi. O argentino também admitiu que o Tricolor de Aço entra em campo pressionado pelo baixo rendimento apresentado na Série A, já que a equipe aparece apenas na 17ª posição com 30 pontos - apenas um a mais do que o lanterna Coritiba - e briga contra o rebaixamento.

"Podia ser com mais tranquilidade, sim. Contra a Chape nós precisávamos ganhar, era importante. Mas infelizmente perdemos, então agora precisamos nos classificar e continuar trabalhando. A Sul-Americana sempre foi importante para nós. Vamos brigar até o final nas duas competições", garantiu o jogador, que também falou sobre a possibilidade de enfrentar o rival Vitória nas quartas, caso ambos se classifiquem (na quinta-feira, o Vitória recebe o Nacional de Medellín, no Barradão, precisando apenas de uma vitória mínima ou de um empate em 1 a 1 para garantir a vaga, já que o jogo de ida terminou empatado em 2 a 2).

"Primeiro precisamos pensar na classificação. Depois, se enfrentarmos Vitória ou Nacional, será igualmente complicado. É claro que o clássico Ba-Vi é sempre diferente, mas o importante é esse jogo de agora", afirmou o meia.

Somando a viagem para o Peru com a ida para São Paulo, onde enfrenta o Tricolor Paulista no sábado, o Bahia passará sete dias longe de Salvador. Pressionado, o time de Gilson Kleina trata a "maratona" como fundamental, já que dois resultados negativos poderiam acarretar na eliminação do torneio continental e na descida à lanterna da Série A na mesma semana.

Para o confronto em Trujllo, a equipe baiana não contará com o meia Branquinho e com o atacante Maxi Biancucchi, que estão lesionados. Além deles, visando poupar o time para o duelo contra o São Paulo, Kleina não relacionou o zagueiro Demerson, os laterais Diego Macedo e Guilherme Santos, o volante Rafael Miranda, o meia Lincoln e o atacante Potita. Dessa forma, o Bahia deve ir para campo com: Marcelo Lomba; Railan, Adailton, Lucas Fonseca e Pará; Ueliton, Bruno Paulista, Marcos Aurélio e Emanuel Biancucchi; Kieza e Henrique.

Do lado peruano, o César Vallejo terá quatro desfalques para o confronto: o zagueiro Jesús Álvarez, os laterais Pedro Requena e Branco Serrano, e o volante Emiliano Ciucci. O meia Ronald Quinteros foi o único a se pronunciar sobre o duelo.

"É sempre complicado enfrentar um brasileiro na casa deles. Mas posso garantir que, apesar dos gols, não foram melhores do que nós. Estou confiante de que em Trujillo selaremos a classificação e continuaremos sonhando com o título. Colocamos medo neles no primeiro jogo, eles se surpreenderam, esperavam um adversário fechado, mas nós saímos para tentar o resultado. Vamos surpreender de novo", garantiu o peruano. O César Vallejo deve atuar com: Libman; Rabanal, Cardoza, Guadalupe e Rostaing; Millán, Hinostroza, Morales e Quinteros; Daniel Chávez e Andy Pando.

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