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Pescarmona apresentou membros que devem compor, se eleito, o Comitê de Administração. A intenção é recolocar o Palmeiras no mercado e buscar parcerias

Em uma recepção restrita a jornalistas convidados (nem conselheiros que o apoiam foram chamados), o candidato à presidência do Palmeiras Wlademir Pescarmona, da UVB (União Verde e Branca), ao lado de Luiz Gonzaga Belluzzo, apresentou à imprensa os membros do Comitê de Administração, que deseja implantar caso eleito, e um plano de metas e gestão para o clube.

Pescarmona, ao lado de Belluzzo, apresenta membros de Comitê de Administração. Ideia é colocar o grupo no clube se for eleito
Gabriela Chabatura/ iG
Pescarmona, ao lado de Belluzzo, apresenta membros de Comitê de Administração. Ideia é colocar o grupo no clube se for eleito

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O evento, idealizado e custeado por Belluzzo, teve por objetivo tornar público os empresários palmeirenses vão ajudar a buscar ajuda financeira, parceiros e, sobretudo, "reconstruir a reputação do Palmeiras", como eles mesmos definiram. O grupo não deve inteferir nas decisões do presidente, mas reconhece que poderá influenciar nas escolhas. 

Marcos Arnaldo Silva, ex-presidente da Repsol, João Carlos Grubisch, presidente da Eldorado Brasil, Marcelo Castelli, presidente da Fibria, e Leandro Scabin, da Diletto, estavam no local. Miguel Nicolehis e Venilton Tadini também farão parte, mas não compareceram porque estão em viagem no exterior.

A articulação dos notáveis ficará a cargo de Belluzzo, que se reunirá com os membros do comitê quinzenalmente e passará o consenso ao Pescarmona. A primeira reunião dos notáveis aconteceu na última quinta-feira, após a vitória por 4 a 2 contra a Chapecoense, onde foram discutidos quatro tópicos: administração, institucional, financeiro e futebol.  Um nome de um executivo de futebol e um estafe para a montagem de uma comissão técnica fixa também foram discutidos, segundo o iG apurou.

O plano não é nenhuma ideia revolucionária, uma vez que o Santos, durante o primeiro mandato de Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, fez o mesmo ao criar o grupo Guia (Gestão Unificada de Inteligência e Apoio ao Santos Futebol Clube) que posteriormente foi incorporado ao estatuto do clube e recebeu o nome de Comitê de Gestão. O economista palmeirense, no entanto, diz que não se baseou no plano do rival alvinegro. "Não teve nenhuma inspiração ao que o Santos fez. Eu idealizei isso pela minha experiência no clube", alegou.

Apesar das atribuições, o Comitê Administrativo refuta qualquer possibilidade de injetar dinheiro do próprio bolso no Palmeiras, como fez o atual presidente Paulo Nobre.  "Ninguém vai colocar dinheiro no clube.Isso é inaceitável. Não é adequado. Nós vamos ter esses recursos das mais variadas formas", assegurou Belluzzo.

Na próxima segunda-feira, o Conselheiro Deliberativo aprovará ou não as chapas inscritas para concorrer as eleições. Para passar pelo filtro, os candidatos (Paulo Nobre, Luiz Carlos Granieri e Pescarmona) precisam da aprovação de 15%, cerca de 42 votos.


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