Fernando Silva, do grupo Mar Branco, fala em encomenda de pesquisa para viabilizar um estádio moderno ao clube e idealiza a readequação das funções do Comitê de Gestão

Ex-homem forte do futebol do Santos no biênio 2010/11, Fernando Silva, da chapa Mar Branco, oficializou na última quarta-feira que concorrerá as próximas eleições, marcadas para o dia 6 de dezembro. Ao lado do ex-presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, o ex-superintendente falou sobre seus projetos e fala em priorizar a construção de uma Arena para o clube.

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Fernando Silva lançou candidatura na última quarta-feira, em São Paulo
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Fernando Silva lançou candidatura na última quarta-feira, em São Paulo

Fernando Silva não teve o contrato renovado com o Santos no fim de 2011, quando sonhava em ocupar o cargo de superintendente e acabou dispensando pelo próprio Luis Álvaro e o vice Odílio Rodrigues. Naquela ocasião, quem ocupou o cargo foi Pedro Luiz Conceição, que era do Comitê de Gestão e quem Fernando Silva considera "não ter nenhuma noção de futebol".

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"O Santos deve rapidamente contratar uma pesquisa, junto ao seu torcedor, para definir sobre a readequação da Vila Belmiro, vinda para São Paulo ou uma terceira praça. O que eu posso falar é que isso é o assunto mais importante que nós temos: resolver a arena do Santos. Nós ficamos para trás há três anos", disse ele em entrevista exclusiva ao iG .

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Esse pensamento faz parte de um dos sete pilares citados por Fernando Silva em seu plano de governo. A intenção do candidato é convocar um plebiscito entre associados para definir se o clube apostará na modernização da Vila Belmiro ou adotará o Pacaembu como a nova casa, ou se construirá uma Arena em Cubatão. De imediato, o objetivo é determinar a quantidade de jogos do time na Vila e na capital paulista.

Outro ponto muito discutido nos bastidores do clube é a função do Comitê de Gestão. Oposicionistas a atual administração pedem que o grupo seja dissolvido por inibir o poder de decisão do presidente. Para Fernando Silva, porém, não será necessária a mudança do estatuto, mas sim a adequação dele.

"Se mudar (o estatuto) no âmbito do Conselho Deliberativo, eu acho que tem de convocar uma Assembleia Geral, chamar uma votação. Eu acho muito mais plausível falar em readequação. Ele (Comitê de Gestão) não foi criado para ser executivo, foi criado para ser um conselho de administração. Então, facilmente, é o presidente quem dá o tom, então ele se reúne a cada 15 dias para assuntos em pautas. Nós não vamos colocar assuntos executivos em mesa, mas sim assuntos estratégicos. Desta forma, você muda o perfil do Comitê e ele passa a não ser tão falado todos os dias porque ele muda a essência. Hoje, toda coisa que precisa fazer, pergunta-se ao Comitê de Gestão. Não vai ser assim", defendeu.

O presidenciável ainda não descarta ressuscitar o caráter do antigo Grupo Guia (Gestão Unificada de Inteligência e Apoio ao Santos Futebol Clube), criado no primeiro mandato de Luis Álvaro. "O Comitê de Gestão foi criado com base no Guia, mas foi dado o nome Comitê de Gestão. Dentro do comitê, são pessoas que ajudam você ter o planejamento estratégico, que ajude na área de marketing, finanças, Arena, relacionamento com os sócios e Conselho Deliberativo. E é isso que nós vamos fazer", completou.

Sobre os cortes feitos nas categorias de base, Fernando foi direto: "Eles estão dando um tiro no pé. É uma gestão suicida. Ao invés de cortar gordura, estão cortando o boi. Cortaram a comunicação, a TV Santos, conteúdo para sócios, racionalizaram a alimentação, terceirizaram a comunicação do clube que é um erro crasso, então estamos sem rumo".

Com força na Baixada Santista e também na capital, o presidenciável reconhece que fará alianças com outros grupos políticos para garantir o pleito em 2015. "Nós temos articulado e até as eleições devemos ter novidades. A oposição pensa a mesma coisa, mas tem pessoas que ainda acham que podem ir sozinhos. Nós estamos conversando e possivelmente pode ser que tenha alguma coisa". Ele, inclusive, não descarta uma nova aliança com Resgate Santista, liderança a qual ele se desvinculou. "O pessoal da Resgate pensa exatamente como a gente. Meu desligamento foi porque eu tinha uma candidatura, e eles achavam que era compatível duas candidaturas dentro de um partido político. Eles resolveram seguir a vida deles, lançaram um candidato, mas não tem problema nenhum. Gosto de todos eles, temos o melhor relacionamento possível".

Por outro lado, o presidente da Resgate Santista, Fábio Vianna, já rechaçou qualquer parceria por incompatibilidade de ideias. "Nos reunirmos com o objetivo de nos unir? Não há possibilidade. Nós temos amizade, podemos tomar um café, mas nunca faremos uma reunião para conversar sobre união. A nossa visão é diferente da dele. Os únicos grupos que temos diferenças é o grupo do Fernando (Silva) e Modesto (Roma, da Santos Sempre Santos), que tem um 'marcelismo' com roupagem nova", justificou Vianna à reportagem.

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