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Clube responde a processo por irregularidades na transação do jogador em 2013 e separa quantia para eventuais multas

O Barcelona reservou 8,8 milhões de euros de seu orçamento, cerca de 27 milhões de reais, para eventuais multas ou sanções que possa vir a receber da Justiça Espanhola por conta das investigações sobre irregularidades na compra de Neymar, do Santos, em maio de 2013. 

Segundo o jornal "El País", este montante se soma a 13,5 milhões de euros (42.3 milhões de reais) que o Barcelona já gastou até agora desde o início das investigações do juiz Pablo Ruz. O diretor financeiro do clube, Nestor Amela, foi ouvido na quarta-feira. 

No mesmo processo, Neymar da Silva, pai e empresário do atacante, foi ouvido pela justiça espanhola e para negar quaisquer irregularidades, disse que recusou uma oferta de mais de 150 milhões de euros do Real Madrid. O valor em reais seria de R$ 464 milhões e representaria a maior transação da história do futebol. Por isso, segundo o empresário, não faria sentido sonegar valores no negócio entre Barcelona e Santos.

No depoimento, o diretor do Barcelona disse que depois de ler e revisar o contrato entre Neymar e o clube, sua conclusão é de que não há nada de irregular. 

O foco da investigação da justiça espanhola está em dez contratos que o Barcelona assinou com a empresa do pai de Neymar e o Santos antes de contratá-lo em definitivo para a temporada 2013-2014. Segundo a Agência Tributária, o clube não pagou 9,1 milhões de euros (28,5 milhões de reais) referente ao IRNR (Imposto sobre a Renda dos Não Residentes) e ao (IRPF) (Imposto sobre a Renda de Pessoas Físicas), que teria de ser tributado por pagamentos no valor de 37,9 milhões de euros (118,8 milhões de reais) feito entre 2011 e 2013.

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