Gremistas flagrados insultando o goleiro do Santos com gritos racistas vão responder a processo na Justiça gaúcha

Patrícia Moreira está entre os gremistas indiciados por injúria racial
Luciano Leon/RAW IMAGE/Gazeta Press
Patrícia Moreira está entre os gremistas indiciados por injúria racial

A polícia do Rio Grande do Sul concluiu nesta terça o inquérito sobre o caso de injúria racial sofrido pelo goleiro Aranha, do Santos, em partida contra o Grêmio pela Copa do Brasil há um mês em Porto Alegre. Em entrevista coletiva, o delegado regional de Porto Alegre, Cleber Ferreira, informou que quatro torcedores foram indiciados: Patricia Moreira da Silva, Rodrigo Rychter, Eder Braga e Fernando Ascal.

O último ainda responde processo por furto. Ascal teria roubado o boné de um segurança da Arena do Grêmio durante o jogo contra o Santos. "Inicialmente a equipe da delegacia buscou imagens de vídeo e localizou as residências. E chamou eles. Só um deles nega que proferiu as palavras", disse Ferreira.

Segundo o delegado, outros quatro torcedores também cometeram o crime de injúria, mas ainda não foram identificados. Eles ainda são investigados. A pena para o crime de injúria racial é de um a três anos de prisão, mas o juiz que julgar o caso pode optar por uma pena que obrigue os torcedores a comparecer a uma delegacia em dias de jogos do Grêmio. 

A Polícia ainda informou que Ascal, Rychter e Braga são integrantes da torcida Geral do Grêmio, que por conta dos insultos a Aranha, foi banido pelo clube do estádio. Rychter e Ascal também têm antecedentes criminais por provocar tumulto em jogos do Grêmio, informou o jornal "Zero Hora". 



    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.