Fábio Koff não concordou com a decisão da perda de pontos na competição e disse que escolha "careceu de fundamentos jurídicos". Cartola prometeu fiscalizar outros incidentes

O presidente do Grêmio contestou a decisão do Pleno do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) de retirar pontos do clube e, assim, eliminá-lo da Copa do Brasil por conta do Caso Aranha. Fábio Koff criticou a forma veloz com que o julgamento foi realizado e afirmou que a sentença proferida pelos auditores não tem fundamentos do ponto de vista jurídico.

Fabio Koff não gostou da decisão do pleno do STJD
LUCAS UEBEL/ GRÊMIO FBPA
Fabio Koff não gostou da decisão do pleno do STJD

Leia também:  STJD muda punição, mas mantém exclusão do Grêmio da Copa do Brasil

“A decisão me parece que careceu de fundamentos jurídicos. Me preocupa muito quando o julgador começa o voto falando em primeira pessoa. O julgamento não é de consciência individual, mas jurídica. Ele não tem que pensar nada, mas sim responder à lei”, criticou o mandatário gremista. “O Grêmio vai sobreviver a este revés, pois é muito grande, maior que episódios dessa natureza. Foi um rigor que eu nunca vi. Não houve inquérito, a polícia ainda está procurando os responsáveis, mas fomos julgados preventivamente”, reclamou.

Koff também ressaltou que o Grêmio é um clube pioneiro nas práticas de combate ao racismo determinadas pela FIFA, e garante:  vai ficar de olho a partir de agora em casos semelhantes que venham a ocorrer com outros clubes, para cobrar uma punição tão rigorosa quanto à que sofreu. “Vamos aguardar e ver se outros inquéritos serão julgados com a celeridade e rigor com que o Grêmio foi julgado”, prometeu o dirigente.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.