No segundo pênalti, não convertido por Rogério Ceni, o zagueiro Samir colocou a mão fora da área, mas o árbitro entendeu que o toque aconteceu dentro da área

A arbitragem do empate em 2 a 2 entre Flamengo e São Paulo , no estádio do Morumbi, nesta quarta-feira, foi bastante polêmica. Os cariocas saíram irritados com os dois pênaltis marcados a favor do time da casa, mas ainda assim rechaçaram qualquer possibilidade de má intenção do árbitro para prejudicar a equipe carioca. De acordo com Luxemburgo, será preciso rever com urgência os conceitos de qualidade relacionados àqueles que comandam as partidas do Campeonato Brasileiro .

Blog do Alexandre Praetzel: Luxemburgo merece respeito na salvação do Flamengo

Luxemburgo reclama com o árbitro no empate do Flamengo com o São Paulo
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Luxemburgo reclama com o árbitro no empate do Flamengo com o São Paulo

"Saio revoltado porque esse cara não pode mais apitar. Ele tem que ter responsabilidade, a comissão tem que ter responsabilidade. Não se pode jogar como jogamos, buscar o resultado e vem uma arbitragem que te traz o prejuízo que trouxe. Não existe favorecimento para ninguém, acontece pela qualidade da arbitragem. Estou muito chateado, mas Tem que isentar o São Paulo de qualquer problema. Eles só jogaram futebol", esbravejou Luxemburgo.

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O atacante Alecsandro, por sua vez, também deixou o Morumbi revoltado com a arbitragem. O atacante se queixou da marcação dos dois pênaltis para o São Paulo, alegando que não existiram, e ficou ainda mais aborrecido por ter recebido o terceiro cartão amarelo, o que vai impedir sua participação no jogo diante do Bahia.

"A gente já encontra muita dificuldade para ganhar no Morumbi. E com árbitro contra, fica muito mais complicado. E tomei o cartão amarelo por ter pedido para ele acelerar o jogo", lamentou o atacante, que, assim como o volante Cáceres, foi advertido pelo árbitro no Morumbi e está fora da próxima rodada da competição nacional.

Muricy admite erro de arbitragem para o São Paulo e pede mudanças

O técnico Muricy Ramalho reconheceu que o Flamengo tem motivos para reclamar da arbitragem da partida desta quarta-feira. Ciente dos protestos do adversário em relação aos critérios de André Luiz de Freitas Castro no empate por 2 a 2, o comandante do São Paulo apontou o segundo pênalti marcado para o Tricolor como um erro.

"Não gosto de falar de arbitragem, mas vi os lances do jogo. Não é uma crítica ao juiz, mas o segundo pênalti não existiu, foi fora da área. Já a expulsão do Michel Bastos foi correta. Ele errou em um lance e acertou no outro", ponderou.

O lance citado por Muricy aconteceu com menos de um minuto do segundo tempo, quando o árbitro assinalou pênalti em toque de mão de Samir fora da área. Porém, Rogério Ceni desperdiçou a cobrança, defendida por Paulo Victor. Já a expulsão de Michel Bastos saiu na etapa final, depois de um carrinho muito forte sobre Everton, que precisou até ser substituído.

Apesar de Muricy ter reconhecido o erro da arbitragem no segundo pênalti do jogo, os flamenguistas reclamaram também do primeiro, que o árbitro marcou de Márcio Araújo sobre Alexandre Pato, e que foi convertido por Ceni.

Mesmo com os protestos do adversário, o atacante são-paulino alega ter sofrido a infração. "Foi pênalti, sim. O árbitro do lado do gol está de parabéns, porque sofri o toque, ele bateu no meu pé de apoio", argumentou.

Em meio a tantas polêmicas, Muricy Ramalho pediu mudanças no futebol, para ajudar a arbitragem a acertar nos lances. "O vôlei, o basquete e todos os esportes mudam. Agora, o futebol também tem que mudar. Os senhores, os idosos lá, têm que dar uma acordada e conversar entre eles, para fazer o que for possível para melhorar. Se todo mundo está melhorando, por que o futebol não pode ser igual aos outros?", argumentou, depois de ter sido questionado sobre ajuda eletrônica.

O comandante são-paulino ainda isentou os árbitros de culpa pelos frequentes erros. "Existem erros, mas conhecemos os árbitros e sabemos que hoje não tem sacanagem. Teve um tempo em que o futebol era brincadeira, você ia para o jogo sabendo que seria difícil, mas hoje está tudo muito rápido e é difícil mesmo", completou.

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