Chefe da arbitragem diz que não se pode marcar pênalti em todo toque de mão: "É um absurdo. Um jogador precisa de sua mão e de seu braço para correr, se equilibrar e saltar"

A Fifa reprova a atuação de árbitros brasileiros em lances de toque de mão involuntários na bola. Seguidamente têm sido anotados infrações nesse tipo de lance em jogos do Campeonato Brasileiro, algo contesado pelo chefe de arbitragem da Fifa, o suíço Massimo Busacca.

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Luiz Flávio de Oliveira: pênalti polêmico no clássico entre Corinthians e São Paulo
Djalma Vassão/Gazeta Press
Luiz Flávio de Oliveira: pênalti polêmico no clássico entre Corinthians e São Paulo

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"Não se pode dar falta a qualquer toque na mão. Isso é um absurdo. O árbitro deve ver se a mão estava no local de forma natural ou não-natural", disse Busacca ao jornal O Estado de S. Paulo . "Um jogador precisa de sua mão e de seu braço para correr, se equilibrar e saltar. Não se pode jogar sem a mão. O árbitro precisa fazer a leitura correta do lance".

A declaração de Busacca mostra que houve no mínimo falha na comunicação entre Fifa e CBF no que diz respeito a esse tipo de lance. A entidade que gerencia o futebol pediu mais severidade da parte dos árbitros, mas a CBF parece ter levado a ordem ao extremo.

Esse tipo de situação tem se repetido no Brasileirão, invariavelmente com a marcação de pênaltis polêmicos. O mais recente aconteceu no último domingo, quando o árbitro Luiz Flávio de Oliveira anotou pênalti a favor do Corinthians num toque involuntário do zagueiro Antônio Carlos, do São Paulo.

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