Advogado alemão Theo Zwanziger diz que entidade está preocupada com as altas temperaturas durante o torneio

A Copa do Mundo de 2022 corre sérios riscos de mudar de local. Escolhido como sede do Mundial, o Catar ganhou nesta segunda-feira a oposição de um membro do comitê executivo da Fifa,  o alemão Theo Zwanziger. Na opinião do dirigente, as altas temperaturas do país asiático farão com que a entidade máxima do futebol transfira o mundial para outro lugar.

Projeto de como ficará o estádio Al Wakrah, no Catar, para a Copa de 2022
Reprodução
Projeto de como ficará o estádio Al Wakrah, no Catar, para a Copa de 2022

"Médicos dizem que não podem assumir a responsabilidade por uma Copa do Mundo realizada sob essas condições (entre junho e julho, as temperaturas podem atingir os 50ºC no Catar)", afirmou Zwanziger em entrevista publicada pelo jornal alemão Sport Bild nesta segunda-feira.

Apesar de a organização do Catar garantir que todos os estádios terão refrigeração, o dirigente alemão acredita que outros fatores relacionados ao calor pesarão para que a Fifa mude a sede do Mundial de 2022. "Torcedores do mundo todo vão chegar e viajar nesse calor, e o primeiro caso de risco de morte vai levar a uma investigação da promotoria pública. Isso é algo pelo qual os membros do comitê executivo da Fifa não querem ser responsáveis", afirmou o alemão.

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, já admitiu publicamente sua preocupação com as altas temperaturas do Catar, e cogitou realizar o Mundial de 2022 no fim do ano, quando é inverno no país, e até mesmo transferir a competição para outra sede.

Também pesam contra a candidatura do país asiático denúncias de trabalho escravo na construção dos estádios e de compra de votos. Uma investigação interna da Fifa sobre as escolhas de Rússia e Catar como sedes da Copa (de 2018 e 2022, respectivamente) foi finalizada e terá os resultados divulgados no primeiro semestre de 2015, quando a entidade pode anunciar mudanças nos locais onde os próximos Mundiais serão realizados.

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