Em entrevista à "Folha de S. Paulo", treinador diz que gostaria de retornar ao ex-clube no momento certo, mas que irá escolher uma equipe que lhe dê tempo para fazer seu trabalho

Tite quer retornar ao futebol em um clube que lhe dê tempo suficiente para trabalhar
Aldo Carneiro Costa/Gazeta Press
Tite quer retornar ao futebol em um clube que lhe dê tempo suficiente para trabalhar

Começo de outubro. É esse o prazo que Adenor Leonardo Bachi, o Tite, se deu para retomar seu trabalho como técnico de futebol. Qual clube? Ele ainda não sabe, mas garante que quer escolher uma equipe que lhe dê tempo para trabalhar a médio e longo prazo. O Corinthians , é claro, é a prioridade do treinador. Porém, ele só volta ao clube "no momento certo" e não porque ganhou "isso ou aquilo". A entrevista foi concedida à Folha de São Paulo.

"Fechou mais um ciclo, mas entendo que pode se abrir outro lá na frente. Se eu gostaria (de voltar ao Corinthians)? Gostaria. Mas gostaria que fosse limpo. Não quero que seja "porque ele ganhou aquilo, tem que voltar". Quero voltar porque é o momento. Não quero voltar como resposta ao momento. Mas, sim, eu gostaria de voltar", disse Tite, que foi campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes no comando do Corinthians .

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Sem esconder o chateamento por não ter sido nem consultado sobre um possível trabalho frente à seleção brasileira, o treinador amenizou a culpa de Felipão no 7 a 1 sofrido na semifinal contra a Alemanha, já que considera a profissão de ambos "desumana".

"Entendia que eu, o Muricy Ramalho, o Abel, o Marcelo Oliveira e o Cuca éramos os postulantes. Eu me preparei para que tivesse esse convite. O lado benéfico da derrota na Copa do Mundo é notório. Todos estão se mobilizando. Para mim, caiu no colo excessivamente do técnico. Ser técnico é uma atividade desumana", analisou.

Tite criticou a ‘dança das cadeiras’ de técnicos no Brasil e aproveitou para elogiar a força dos líderes do Bom Senso FC. Segundo ele, o ideal para os treinadores seria uma maior união aliada a uma ideia de que "um técnico que inicia a temporada em uma equipe não poderá ir para outra caso seja demitido".

"É preciso ter uma legislação melhor. A ideia nova vai gerar uma necessidade de comprometimento maior das duas partes (dirigente e treinador). Eu trocaria parte do meu salário por uma estabilidade maior. A força que o Bom Senso tem está em Paulo André, Alex, Dida, gente esclarecida e com "know-how", finalizou.

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