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Enquanto Ganso, Kaká, Elias, Éverton Ribeiro e outros craques brilham, nomes como Petros, Souza e Henrique fazem o “trabalho sujo” para Cruzeiro, São Paulo e Corinthians

Eles não estão entre os mais badalados, mas são jogadores fundamentais para o sucesso de suas equipes. Enquanto Ganso, Kaká, Elias, Éverton Ribeiro e outros craques brilham, nomes como Petros, Souza e Henrique fazem o “trabalho sujo” defensivamente. Líderes em desarmes e discretos, esses volantes justificam os rótulos de “carregadores de piano”.

É nítida a importância de Petros para o Corinthians . A equipe do Parque São Jorge está invicta no Campeonato Brasileiro com o atleta em campo: foram oito vitórias, oito empates e aproveitamento de 66,6% dos pontos disputados. E ele é o líder de desarmes do time, o quarto da competição, de acordo com dados da Footstats. Sem o camisa 40, os números caem para uma vitória, dois empates, três derrotas e aproveitamento de 44,4%.

Mano Menezes admitiu que Corinthians não é o mesmo sem Petros em campo
Facebook/Reprodução
Mano Menezes admitiu que Corinthians não é o mesmo sem Petros em campo

“Quando Petros ficou fora, disse que ele se identifica com a maneira que o Corinthians quer jogar. Ele caracteriza a marcação forte no meio de campo, a retomada de bola e a chegada rápida na frente. Sem ele, precisamos mudar a característica da equipe. Todas as equipes dependem de algum jogador em especial e quando eles não jogam a equipe não é a mesma. Alguns são mais talentosos; outros, mais marcadores que se doam mais”, analisou o técnico Mano Menezes depois do empate por 1 a 1 em casa com a Chapecoense.

E o torcedor alvinegro que se prepare, pois Petros ainda tem mais uma partida de suspensão a cumprir por causa da trombada que deu no árbitro Raphael Claus durante o clássico contra o Santos, em 10 de agosto. No próximo domingo, os corintianos têm pela frente o arquirrival São Paulo , em casa, pela 23ª rodada do Brasileirão.

Já o clube do Morumbi, dificilmente o time estaria brigando pelo título nacional se não fosse pela presença de Souza no meio de campo. Desde a saída de Hernanes, em 2010, os são-paulinos já viram passar pela equipe Arouca, Cícero, Cleber Santana, Paulo Assunção, Wellington, Fabrício e outros volantes que deixaram a desejar.

Foi só com a chegada de Souza, emprestado pelo Grêmio desde janeiro, que o São Paulo conseguiu estabilidade no setor. No Paulistão deste ano, o atleta se machucou e o resultado foi uma queda de rendimento que culminou na eliminação para a pequena Penapolense em pleno Morumbi. No Brasileirão, o quarteto formado por Paulo Henrique Ganso, Kaká, Alexandre Pato e Alan Kardec só está brilhando porque o camisa 5 segura a bronca lá atrás. Assim como Petros está para o Corinthians, o Souza está para os tricolores: presente em 21 dos 22 compromissos até aqui, ele é líder em desarmes do time.

Souza: suporte para quarteto formado por Ganso, Kaká, Pato e Kardec brilhar no São Paulo
Divulgação/Site oficial do São Paulo
Souza: suporte para quarteto formado por Ganso, Kaká, Pato e Kardec brilhar no São Paulo

“O mais importante é a comissão técnica e o professor Muricy Ramalho reconhecerem o trabalho. O que vale é a moral que eles dão. Eles (o quarteto) não nos sobrecarregam. Eles recompõem muito bem e acabam nos ajudando. A forma com que temos jogado é o jeito que temos que nos adaptar. Fica muito tranquilo quando os quatro ajudam na marcação”, disse Souza.

No Cruzeiro , líder do Brasileirão, pouco se fala de Henrique, mas os números do “cão de guarda” mineiro também impressionam. São 70 desarmes certos no torneio – mais que o dobro de Lucas Silva –, o que proporciona o suporte necessário para Éverton Ribeiro, Ricardo Goulart e Marcelo Moreno brilharem.

“O Henrique chegou ao Cruzeiro mal fisicamente. Neste ano, ele entrou em forma diferente, fez uma boa pré-temporada. É uma pessoa extraordinária. Mesmo quando não estava nem no banco de reservas, não ficou chateado. Agora está no time e marcando mais, encurtando espaço. Isso que a gente quer”, falou o treinador Marcelo Oliveira, provando que o Brasileirão é não só dos craques, mas também dos “carregadores de piano”.

Reserva no início do ano, Henrique se tornou o líder de desarmes do Cruzeiro no Brasileirão
WAGNER MEIER / Agif/Gazeta Press
Reserva no início do ano, Henrique se tornou o líder de desarmes do Cruzeiro no Brasileirão


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