Equipe tricolor está no G4 do Brasileirão e na última semana se garantiu nas oitavas da Copa Sul-Americana

Acostumado a cobrar seus jogadores em público mesmo depois de boas atuações, Muricy Ramalho não tem mais tido motivos para isso ultimamente. Os principais alvos, Paulo Henrique Ganso e Alexandre Pato, se tornaram dois dos principais destaques da equipe na arrancada no Campeonato Brasileiro, o que levou o treinador a dar uma pausa nas insistentes reclamações.

"Tem que repetir mais vezes os momentos bons, não pode ser só de vez em quando", avisava aos dois, sempre que possível. Com Ganso, o problema era sua distância da área. "Não sei quando vai acontecer de ele entrar mais vezes. Ele fez esse gol agora e acho que vai ficar dois anos sem entrar na área de novo, para me deixar nervoso", falou o treinador, há pouco mais de duas semanas, quando o meia fez o gol da vitória sobre o Internacional.

Embora também esteja contribuindo com gols, Ganso vem se destacando principalmente com assistências. Já são 11 no ano. Já Pato, depois de perder espaço até mesmo para Ademilson, retomou a titularidade, assumiu a vice-artilharia do time (com nove gols, seis a menos do que Luis Fabiano) e pôs fim às cobranças do chefe.

Nas duas últimas semanas, além de não reclamar da dupla nas entrevistas coletivas, Muricy tem sido mais brincalhão com o elenco. Conhecido pelo jeito bronco de se comunicar com seus atletas e a imprensa, o treinador passou a fazer mais piadas e a posar com o time vencedor do rachão. Não à toa: das últimas seis partidas do Brasileiro, o São Paulo venceu quatro e empatou duas, firmando-se no grupo dos quatro primeiros colocados.

A fase menos ranzinza, no entanto, não significa que ele tenha deixado de exigir do grupo. Na quinta-feira, durante a vitória sobre o Criciúma, a qual assegurou classificação para as oitavas de final da Copa Sul-americana, o alvo eleito foi Boschilia, meia de 18 anos que substituiu Kaká no terço final do segundo tempo.

"Ele cobra bastante de quem pode dar resultado. É por isso que cobra o Boschilia, porque ele tem condição tanto de marcar quanto de criar jogadas", disse Ganso, rindo e provavelmente lembrando de suas polêmicas com o treinador. "Nossa relação nunca ficou estremecida, sempre foi boa e amigável. As cobranças que ele fazia sobre mim era porque eu precisava mostrar muito mais, e hoje em dia estou mostrando".

Às 16 horas (de Brasília) deste domingo, no Morumbi, Ganso e Pato voltam a atuar juntos pelo São Paulo, provavelmente na companhia também de Kaká e Alan Kardec, outros dois jogadores que vêm ajudando a deixar Muricy mais alegre. Com o quarteto ofensivo, a equipe recebe o Sport, no encerramento do primeiro turno do campeonato.

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