Além de observar as cobranças, técnico procura ajustes em um time bastante desfalcado para o duelo contra o Bragantino

Mano Menezes, técnico do Corinthians
Luís Moura/Gazeta Press
Mano Menezes, técnico do Corinthians

Como tem sido praxe nas vésperas de jogo, o Corinthians trabalhou com portões fechados na maior parte do treino de terça-feira. Marcada para as 15h30, a atividade só pôde ser acompanhada a partir das 16h55, quando era finalizada uma série de cobranças de pênalti.

A possibilidade de uma disputa em tiros da marca penal existe para a noite de quarta-feira, quando a equipe receberá o Bragantino em Itaquera. Se devolver a derrota por 1 a 0 sofrida na semana passada, a formação dirigida por Mano Menezes tentará a classificação às quartas de final da Copa do Brasil no desempate.

Além de observar as batidas da antiga marca da cal, o técnico comandou uma atividade tática de cerca de 20 minutos, procurando fazer ajustes em um time bastante desfalcado. Na sequência, trabalhou o posicionamento nas bolas paradas, com privacidade suficiente para berros.

"Determinadas correções são feitas de forma mais veemente, repetitivas. Na bola parada, você estabelece novas funções para o jogador que está entrando. Se faço isso de forma aberta, amanhã estará lá minha frase grosseira, que não tem o intuito de ser grosseira. É mexer com o brio do atleta. Alguns estão mais preparados para isso, você tira mais do atleta dessa forma", explicou Mano.

Os gritos foram acompanhados pelo presidente Mário Gobbi, que assistiu ao treinamento na beira do gramado. Já na parte final, sentou-se no banco de reservas e nele conversou com o comandante, que agradeceu a presença do dirigente na véspera de um confronto decisivo.

"O futebol caminha para um profissionalismo cada vez mais latente, mas determinadas situações continuam sendo importantes. O presidente aparecer em um momento como este é impagável, é um gesto do mandatário maior do clube. Os jogadores veem isso, é muito importante", disse o treinador.

Chefia à parte, sem Ferrugem, Gil, Elias, Lodeiro e Guerrero, Mano Menezes escalará a seguinte equipe para evitar a eliminação e a crise: Cássio; Fagner, Felipe, Anderson Martins e Fábio Santos; Ralf, Bruno Henrique, Jadson e Renato Augusto; Romero e Romarinho.

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